OIT reafirma importância do empoderamento das mulheres indígenas

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No Dia Internacional dos Povos Indígenas, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lembrou a exclusão e a discriminação enfrentadas por esses povos em todo o mundo, e defendeu a importância do empoderamento, principalmente das mulheres indígenas, para que os países possam atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

“A situação ainda está longe de ser aceitável. Os povos indígenas constituem um percentual desproporcional (15%) dos pobres do mundo, enquanto respondem por apenas 5% da população mundial. As mulheres indígenas são frequentemente as mais pobres entre os pobres, discriminadas por serem indígenas e por serem mulheres”, disse a nota da OIT.

A marginalização e a exclusão social enfrentadas pelos povos indígenas precisam ser endereçadas como parte de um esforço coletivo para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, disse a OIT. Na foto, mulher indígena equatoriana. Foto: Flickr/Shobeir Ansari (CC)

A marginalização e a exclusão social enfrentadas pelos povos indígenas precisam ser endereçadas como parte de um esforço coletivo para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, disse a OIT. Na foto, mulher indígena equatoriana. Foto: Flickr/Shobeir Ansari (CC)

Dez anos depois de sua adoção, a Declaração da ONU para os Direitos dos Povos Indígenas, junto à Convenção sobre Povos Indígenas e Tribais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1989, permanecem como pontos de referência para a afirmação e o avanço dos direitos das mulheres e homens indígenas, disse a OIT em comunicado publicado nesta quarta-feira (9).

Juntos, esses instrumentos guiaram as políticas públicas dos níveis local e internacional, e empoderaram comunidades indígenas a perseguir suas próprias prioridades de desenvolvimento, lembrou a agência da ONU no Dia Internacional dos Povos Indígenas.

“No entanto, a situação ainda está longe de ser aceitável. Os povos indígenas constituem um percentual desproporcional (15%) dos pobres do mundo, enquanto respondem por apenas 5% da população mundial. As mulheres indígenas são frequentemente as mais pobres entre os pobres, discriminadas por serem indígenas e por serem mulheres”, disse a nota.

A marginalização e a exclusão social enfrentadas pelos povos indígenas precisam ser endereçadas como parte de um esforço coletivo para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, disse a OIT. “As preocupações dos povos indígenas e seu conhecimento estão também no centro de uma transição justa para uma sustentabilidade ambiental”, afirmou a organização.

Um relatório da OIT divulgado durante a 16ª sessão do Fórum Permanente da ONU para Questões Indígenas, realizada em Nova Iorque em abril deste ano, indicou o importante papel do trabalho decente para o empoderamento das mulheres e homens indígenas. Como trabalhadoras, empreendedoras e guardiãs de conhecimento tradicional, as mulheres indígenas têm um papel vital na vida econômica, social, cultural e ambiental de suas comunidades e sociedades, disse a agência da ONU.

“Hoje, renovamos nosso compromisso em promover o empoderamento e a voz das mulheres indígenas. Vamos trabalhar juntos por políticas que abracem os direitos e os objetivos de desenvolvimento desses povos. Nossos esforços combinados — de governos, empresas e organizações de trabalhadores, povos indígenas e suas organizações, parceiros da ONU e outros — podem ir mais longe em garantir que os povos indígenas não sejam deixados para trás”, concluiu a nota.


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