OIT pede políticas rápidas e coordenadas para reduzir impactos da COVID-19 sobre os trabalhadores

As perspectivas para a economia e para a quantidade e a qualidade do emprego estão se deteriorando rapidamente frente ao avanço da pandemia do novo coronavírus, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Embora as previsões atualizadas variem consideravelmente, e em sua maioria subestimem a situação, todas apontam para um impacto negativo e significativo na economia mundial, pelo menos no primeiro semestre de 2020.

A organização pede respostas políticas rápidas e coordenadas em nível nacional e global, com forte liderança multilateral, para limitar os efeitos diretos de saúde da COVID-19 sobre as(os) trabalhadoras(es) e suas famílias.

Foto: Chevanon Photography/Pexels

As perspectivas para a economia e para a quantidade e a qualidade do emprego estão se deteriorando rapidamente frente ao avanço da pandemia do novo coronavírus, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Embora as previsões atualizadas variem consideravelmente, e em sua maioria subestimem a situação, todas apontam para um impacto negativo e significativo na economia mundial, pelo menos no primeiro semestre de 2020.

Esses números mostram sinais crescentes – e preocupantes – de uma recessão econômica global.

A organização pede respostas políticas rápidas e coordenadas em nível nacional e global, com forte liderança multilateral, para limitar os efeitos diretos de saúde da COVID-19 sobre as(os) trabalhadoras(es) e suas famílias.

O mundo enfrenta um choque econômico e do mercado de trabalho, que afeta não apenas a oferta (produção de bens e de serviços), mas também a demanda (consumo e investimento).

As interrupções na produção, inicialmente na Ásia, se espalharam pelas cadeias de suprimentos em todo o mundo.

Todas as empresas, independentemente do tamanho, estão enfrentando sérios desafios – especialmente as da área de aviação, turismo e hotelaria, com uma ameaça real de declínios significativos nas receitas, insolvências e perda de empregos em setores específicos.

A manutenção das operações comerciais será particularmente difícil para as pequenas e médias empresas (PMEs).

Após proibições de viagens, fechamento de fronteiras e medidas de quarentena, muitas(os) trabalhadoras(es) não podem ir para seus locais de trabalho ou realizar seus trabalhos, o que tem efeitos indiretos sobre a renda, principalmente para pessoas com trabalhos informais.

As(os) consumidoras(es) em muitas economias são incapazes, ou estão relutantes, de comprar bens e serviços. Em função do atual ambiente de incerteza e medo, as empresas provavelmente adiarão investimentos, compras de bens e contratação de mão de obra.

A proteção das(os) trabalhadoras (es) e de suas famílias precisa ser uma prioridade. segundo a OIT. Assim, será possível mitigar também as consequências econômicas indiretas na economia global.

Medidas do lado da demanda para proteger as pessoas que enfrentam perdas de renda por causa de infecção ou atividade econômica reduzida são essenciais para estimular a economia, apontou a organização.

O diálogo social tripartite entre governos e organizações de trabalhadores e de empregadores é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento e implementação de soluções sustentáveis, desde o nível comunitário até o global, salientou a OIT. Isso requer organizações de parceiros sociais fortes, independentes e democráticas.

A organização também defendeu reformas institucionais e políticas mais profundas para fortalecer a recuperação liderada pela demanda e criar resiliência por meio de sistemas robustos e universais de proteção social que possam atuar como estabilizadores econômicos e sociais automáticos frente a crises.

Isso também ajudará a restaurar a confiança nas instituições e nos governos, de acordo com a organização.

A Grande Recessão e outras crises mostraram que só é possível evitar o risco de um ciclo descendente vicioso por meio de medidas políticas coordenadas e decisivas em larga escala, concluiu a OIT.