OIT pede políticas adicionais para criação de emprego nos países do G20

Relatório elaborado em parceria com OCDE mostra que desemprego aumentou na metade dos países do bloco. Participação dos jovens no mercado de trabalho também foi reduzida.

Diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder. Foto: OIT/M. Crozet

Com o desemprego estrutural ainda acima dos níveis de antes da crise nos países do G20, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um apelo nesta quarta-feira (17) em favor de políticas de criação de empregos mais amplas para que seja alcançado o objetivo de um crescimento econômico robusto, sustentável e equilibrado.

“Estou convencido de que se pode fazer mais. A experiência demonstra que se podem obter altos níveis de emprego e crescimento inclusivo através de uma bem elaborada combinação de políticas de apoio macroeconômico e de emprego, de políticas de mercado laboral e de proteção social planejadas para estender os benefícios do crescimento”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em Moscou, Rússia, ao apresentar o relatório Desafios no emprego, o mercado laboral e a proteção social: medidas principais desde 2010, elaborado em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo os novos dados da OIT e da OCDE, o desemprego aumentou na metade dos países do G20 e caiu somente marginalmente na outra metade. Em um contexto de taxa de desemprego ainda mais alta entre os jovens, sua taxa de participação nos mercados laborais também declinou, com consequências preocupantes a longo prazo.

As rápidas mudanças demográficas em curso em muitos países começam a ter impacto nos mercados de trabalho por causa da queda de crescimento da população ativa.

A desigualdade de renda e salários é alta e aumentou em muitos países do G20. No entanto, a situação varia, com um aumento em salários e na qualidade dos empregos em muitas economias emergentes, enquanto que nas economias avançadas a tendência foi na direção contrária.

O estudo reconhece que vários países do G20 já aplicaram medidas para aumentar os níveis de emprego, salários e renda, e para facilitar uma proteção social de maior qualidade para as famílias mais vulneráveis.