OIT lança projeto para evitar tráfico de 100 mil mulheres asiáticas

Em parceria com Reino Unido, “Trabalhe em Liberdade” oferece qualificação profissional e informações sobre migração e trabalho decente, além de ajudar meninas com menos de 16 anos a permanecer na escola.

Trabalhadora asiática. Foto: OIT

Para evitar o tráfico de mulheres, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Reino Unido lançaram nesta segunda-feira (15) um projeto de qualificação para 100 mil profissionais que pretendem migrar para o Oriente Médio em busca de trabalho. Elas também receberão orientações sobre procedimentos de viagem e questões trabalhistas que garantam contratos legais e salários decentes.

A iniciativa abrange, ainda, o combate ao trabalho infantil, ajudando adolescentes com menos de 16 anos a permanecer na escola. “Estimamos que o trabalho forçado na Ásia e no Oriente Médio renda 12 bilhões de dólares por ano. Esse dinheiro deveria estar ajudando famílias a sair da pobreza”, frisou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

De acordo com a agência da ONU, cerca de 21 milhões de pessoas são traficadas e colocadas em trabalho forçado em todo o mundo. A maioria asiática, com mulheres e meninas sendo as mais vulneráveis à prática. As vítimas de tráfico vivem e trabalham em péssimas condições e muitas vezes sofrerem abusos sexuais.

Por meio do projeto “Trabalhe em Liberdade”, o governo do Reino Unido vai investir 14,7 milhões de dólares ao longo de cinco anos no combate a rotas de tráfico entre o Sul da Ásia, como Bangladesh e Nepal, para o Oriente Médio, incluindo Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Líbano.