OIT e parceiros apresentam resultados de cooperação técnica no setor algodoeiro

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) participam até quinta-feira (29) do 12º Congresso Brasileiro do Algodão em Goiânia (GO), onde apresentam resultados da cooperação técnica do Brasil com outros países de África e América Latina nesse setor.

“O algodão é um dos principais produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda, especialmente em países em desenvolvimento. O setor ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento econômico e social nos programas nacionais de redução da pobreza de diversos países parceiros do Brasil na África e na América Latina”, disse o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da ABC.

Os projetos de cooperação são desenvolvidos em parceria com 13 instituições públicas brasileiras, contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e são executados com agências especializadas das Nações Unidas, como OIT, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

A Organização Interacional do Trabalho (OIT), ao lado da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, participa do 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que ocorre até quinta-feira (29) em Goiânia (GO).

O tema da edição deste ano é “A cotonicultura como vitrine para a agricultura do amanhã”, que será discutido ao longo de minicursos, reuniões temáticas, palestras científicas, workshops e mesas redondas.

A OIT convidou representantes de Moçambique, Paraguai e Peru para participar do congresso, como parte das atividades do Projeto Algodão com Trabalho Decente.

Realizado a cada dois anos desde 1997, o CBA é o maior evento sobre o algodão do Brasil e reúne profissionais e empresas de cotonicultura, indústria têxtil, além de fabricantes de máquinas, insumos e implementos, pesquisadores, estudantes e consultores.

A ABC participa do CBA com um estande onde apresenta os projetos desenvolvidos por meio da cooperação técnica Sul-Sul do Brasil no setor do algodão, um intercâmbio horizontal de conhecimentos e experiências entre 22 países em desenvolvimento de África, América Latina e do Haiti.

A agência trabalha com 45 iniciativas bilaterais e trilaterais que contribuem para o fortalecimento da cadeia produtiva de algodão e ampliam seu impacto positivo nos eixos econômicos e sociais dos países parceiros.

“O CBA é uma grande oportunidade para apresentar à sociedade os resultados da cooperação técnica do Brasil com outros países do setor, para fortalecer as parcerias entre associações de produtores e institutos de pesquisa da África e da América Latina”, disse o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da ABC.

“O algodão é um dos principais produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda, especialmente em países em desenvolvimento. O setor ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento econômico e social nos programas nacionais de redução da pobreza de diversos países parceiros do Brasil na África e na América Latina.”

“Estou certo de que a Cooperação Sul-Sul brasileira constitui importante instrumento para superar desafios atuais e futuros da cotonicultura nacional, e que constitui importante instrumento para superar os desafios e dinamizar os laços políticos, econômicos, sociais e culturais entre o Brasil e os países parceiros mundo afora”, acrescentou.

Os projetos de cooperação são desenvolvidos em parceria com 13 instituições públicas brasileiras, contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e são executados com agências especializadas das Nações Unidas, como OIT, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

No caso da parceria com a OIT, o “Projeto Algodão com Trabalho Decente – Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina” foi lançado em 2015 com a ABC e o IBA. O objetivo da iniciativa é promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão, com ênfase nos Direitos e Princípios Fundamentais do Trabalho e na melhoria das condições de trabalho em cinco países produtores da fibra: Paraguai, Peru, Mali, Moçambique e Tanzânia.

“É uma grande satisfação para a OIT estar na 12ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão e participar dos esforços para que, de fato, o algodão seja a vitrine da agricultura do amanhã”, disse a coordenadora do Programa de Cooperação Sul-Sul da OIT no Brasil, Fernanda Barreto.

Durante o Congresso, a equipe da OIT participou, ao lado dos colegas de FAO e PMA, de um painel interagencial das organizações que implementam projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com o Brasil no tema do algodão. O propósito da reunião coordenada pela ABC foi debater os pilares social, econômico e ambiental de sustentabilidade do algodão.

A OIT também organizará, nos dias 29 e 30 de agosto, uma visita técnica com representantes de Moçambique, Paraguai e Peru a Brasília (DF), com o objetivo de avançar na implementação de atividades dos projetos nesses países, principalmente no que se refere ao tema do combate ao trabalho infantil.