OIT e MPT fortalecem comunidades tradicionais no recôncavo baiano

Além de um tradicional destino turístico, a cidade de Maragojipe, no recôncavo baiano, agora também é cenário de mais uma etapa do Projeto Àwúre, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No idioma africano Iorubá, a palavra Àwúre significa “benção”, uma permissão para entrada. O objetivo do projeto é fortalecer a comunidade, a cultura, o respeito à diversidade e a autonomia produtiva local, gerando renda e trabalho para a região.

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Além de um tradicional destino turístico, a cidade de Maragojipe, no recôncavo baiano, agora também é cenário de mais uma etapa do Projeto Àwúre, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No idioma africano Iorubá, a palavra Àwúre significa “benção”, uma permissão para entrada. O objetivo do projeto é fortalecer a comunidade, a cultura, o respeito à diversidade e a autonomia produtiva local, gerando renda e trabalho para a região.

Nesse contexto, as instalações físicas do terreiro de candomblé Ilé Alabasé passarão por uma reforma a fim de tornar o local um centro de formação profissional e de referência para pequenos produtores rurais da região e para produtores de manufaturas e produtos alimentícios.

Ainda no âmbito do projeto, serão realizadas atividades como piscicultura, agroecologia florestal e cultivos diversos para possibilitar uma produção de alimentos autosustentável da comunidade local.

Fundado em 1955, o terreiro ocupa uma área de nove hectares e é um local tombado como patrimônio histórico. A área será cedida pela associação que o gerencia para o uso da comunidade local, independentemente da fé ou religião. Trata-se de um projeto ecológico, de respeito e laico.

“Uma missão técnica conjunta da OIT e do MPT visitou o local, para conhecer a comunidade, o terreno e escutar dos moradores sobre suas necessidades, além de reconhecer as potencialidades do local para início das atividades”, disse Thaís Faria, oficial técnica em Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT, que participou da visita técnica nesta quinta-feira (6).

Saiba mais

No escopo do projeto, foi criado o Canal Àwúre. Trata-se uma plataforma online e audiovisual, que apresenta a realidade das comunidades indígenas, negras(os), e quilombolas, das religiões de matriz africana e demais povos tradicionais, cujos direitos são constantemente violados e suas populações colocadas em situação de vulnerabilidade.

Lançado em novembro de 2019, durante o Simpósio Internacional “Da ancestralidade ao Futuro”, o Àwúre é também um portal informativo, com canal aberto para denúncias e o fortalecimento dessas comunidades.

Visite: https://awure.com.br/