OIT e Banco Mundial divulgam medidas adotadas por países para proteger empregos da crise financeira

Inventário das Políticas de Resposta para a Crise Financeira e Econômica revela que na maioria dos países houve intervenção considerável do Estado para mitigar efeitos da crise.

Resposta à crise financeira: governos reforçaram medidas para prevenir perda de empregosA Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Banco Mundial apresentaram hoje (20/04) um novo relatório e uma base de dados online com o primeiro levantamento das respostas políticas relacionadas ao tema trabalho e à recente crise financeira internacional. No caso brasileiro, a publicação destaca a ampliação do programa Bolsa Família e a concessão de benefícios para setores mais impactados, como mineração e metalurgia.

Com a nova base de dados online está disponível um histórico das políticas implementadas durante o momento culminante da crise financeira (2008-2010) e de suas implicações na elaboração de estratégias para enfrentar futuras recessões econômicas. “Pela primeira vez, as autoridades executivas têm acesso aos dados sobre o que outros países fizeram durante estes tempos turbulentos, a fim de compreender quais estratégias funcionam melhor para criar empregos e reduzir a pobreza depois de uma crise”, assinalou Tamar Manuelyan Atinc, Vice-Presidenta de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial.

“A OIT trabalhou conjuntamente com o Banco Mundial para criar uma base de dados que não tem precedentes por sua finalidade e alcance sobre as medidas adotadas como resposta à crise, tanto pelos países desenvolvidos como pelos países em desenvolvimento, no marco do Pacto Mundial para o Emprego da OIT”, afirmou Jose Manuel Salazar-Xirinachs, Diretor Executivo do Setor de Emprego da OIT.

O relatório, intitulado Inventário das Políticas de Resposta para a Crise Financeira e Econômica, destaca que na maioria dos 55 países de baixa e média renda e 23 países de alta renda analisados, ao contrário das crises precedentes, houve uma intervenção considerável do Estado com o objetivo de mitigar os efeitos da crise. Em muitos casos, o diálogo social ajudou a orientar a resposta política. Isto foi decisivo, por exemplo, na implementação de acordos de partilha de trabalho.

Mas existem interrogações sobre até que ponto os países estavam preparados para responder à crise econômica, em particular, os países em desenvolvimento. Muitos países, por exemplo, não tinham programas substanciais de seguridade social que poderiam ser ampliados durante a crise. Além disso, a cobertura dos programas de seguridade social era sistematicamente deficiente.

Clique aqui para baixar o Inventário das Políticas de Resposta para a Crise Financeira e Econômica.

Para acessar a base de dados, clique aqui.