OIT apoia iniciativa no Rio de Janeiro contra tráfico de pessoas, que atinge 21 milhões no mundo

Iniciativa inglesa “Gift Box” busca conscientizar a população para a necessidade de combater o tráfico de pessoas e acabar com o trabalho escravo.

'Caixa de Presente, nem tudo é o que parece'. Imagem: UN.GIFT

‘Caixa de Presente, nem tudo é o que parece’. Imagem: UN.GIFT

Com o objetivo de chamar a atenção da população para a necessidade de combater o tráfico de pessoas e erradicar o trabalho escravo, a iniciativa “Gift Box”, da ONG inglesa “Stop the Traffik”, será promovida neste mês no Rio de Janeiro, com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

O projeto utiliza grandes “caixas de presentes”, que serão exibidas em diversos locais da cidade, com frases que cativam e instigam a curiosidade do público com promessas que parecem ser boas demais para ser verdade.

Ao entrar em uma dessas caixas, as pessoas conhecerão a história de alguém que foi vítima do tráfico humano. Dentro das caixas também serão encontradas informações sobre problemas como a exploração sexual, trabalho escravo, adoção ilegal de crianças e o tráfico de drogas.

A ação é uma campanha internacional que sai de Londres pela primeira vez desde que foi criada em 2012, em cooperação com a Iniciativa Global para Acabar com o Tráfico Humanos das Nações Unidas (UN.GIFT).

A intenção é que a iniciativa sirva de teste para o projeto que será desenvolvido durante a Copa do Mundo em 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

As caixas serão expostas na Estação de Bonsucesso do Teleférico do Alemão (26/06 a 03/07), na Central do Brasil (15 a 18/07), Duque de Caxias (19 a 21/07), Copacabana (22 a 25/07) e em Campo Grande (26 a 28/07). Após a Jornada Mundial da Juventude, a Gift Box ficará na Cinelândia (29/07 a 02/08).

Cerca de 21 milhões de pessoas são vítimas do trabalho forçado, segundo a última estimativa mundial da OIT.

Cerca de 90% das vítimas são exploradas por indivíduos ou empresas privadas, 10% são forçadas a trabalhar pelo próprio Estado, por grupos militares rebeldes ou em prisões, sob condições que violam as normas fundamentais da OIT. A exploração sexual constitui 22% de todas as vítimas e a exploração trabalhista 68%.