OIM participa de resposta humanitária global diante do novo coronavírus

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) uniu-se na quarta-feira (25) à comunidade humanitária e da saúde para lançar o Plano Global de Resposta Humanitária (HRP) interinstitucional COVID-19.

“A COVID-19 está tendo um impacto sem precedentes na saúde, economia e bem-estar das pessoas em todo o mundo”, disse o diretor-geral da OIM, António Vitorino.

“Não devemos esquecer o impacto devastador que esta doença terá nas dezenas de milhões de pessoas que já vivem em terríveis situações humanitárias.”

Funcionários da Organização Internacional para as Migrações (OIM) atendem migrantes no Quênia. Foto: OIM

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) uniu-se na quarta-feira (25) à comunidade humanitária e da saúde para lançar o Plano Global de Resposta Humanitária (HRP) interinstitucional COVID-19.

O plano faz parte de uma resposta conjunta da OIM e de seus parceiros para abordar as consequências humanitárias diretas de saúde pública da pandemia, assim como indiretas, nas populações em crise em todo o mundo.

Sob o Plano, a OIM precisa de 100 milhões de dólares para fortalecer sua resposta à ameaça global representada pela COVID-19 em muitos países afetados pela crise – do Haiti à Nigéria, da Síria a Mianmar, do Afeganistão à Venezuela e outros países.

“A COVID-19 está tendo um impacto sem precedentes na saúde, economia e bem-estar das pessoas em todo o mundo”, disse o diretor-geral da OIM, António Vitorino.

“Não devemos esquecer o impacto devastador que esta doença terá nas dezenas de milhões de pessoas que já vivem em terríveis situações humanitárias.”

O Plano Global pede 2 bilhões de dólares dos Estados-membros da ONU para melhorar a capacidade das agências de conter o impacto da COVID-19 nos países mais vulneráveis.

O plano também atenderá as necessidades de mais de 100 milhões de pessoas dependentes da ONU para assistência humanitária que salva vidas em países cobertos pelos planos de resposta humanitária existentes.

Isso inclui o Plano Regional de Refugiados e Resiliência (3RP) para a crise na Síria, o Plano Regional de Resposta a Refugiados e Migrantes (RMRP) para a crise na Venezuela e o Plano de Resposta Conjunto para a Crise Humanitária Rohingya (JRP), entre muitos outros.

“A OIM reitera a necessidade de abordagens inclusivas para migrantes na resposta geral à COVID-19 e insta os países a atender às necessidades e vulnerabilidades específicas dos migrantes, independentemente de seu status legal, no espírito da Cobertura Universal de Saúde”, disse Vitorino.

“A luta contra a COVID-19 não pode ser vencida, a menos que os planos de resposta em todos os países incluam populações de migrantes.”

Os objetivos estratégicos prioritários do Plano incluem: conter a disseminação da pandemia de COVID-19 e diminuir sua mortalidade; prevenir a violação de direitos humanos, promovendo a coesão social e os meios de subsistência; proteger, assistir e defender refugiados, pessoas deslocadas internamente, migrantes e comunidades anfitriãs particularmente vulneráveis ​​à pandemia.

É provável que a doença comprometa a vida de milhões de pessoas em países com sistemas de saúde com poucos recursos e sobrecarregados, que lutam para oferecer assistência médica adequada a todos. Isso é particularmente preocupante em áreas densamente povoadas – incluindo áreas urbanas, acampamentos e ambientes semelhantes a acampamentos.

Outra preocupação: as consequências indiretas da COVID-19 podem incluir uma deterioração drástica das economias e, mais amplamente, dos sistemas educacionais, bem como do respeito das sociedades pelos direitos humanos e pelo Estado de direito.

As medidas instituídas para conter a disseminação da COVID-19, embora necessárias, também afetam a prestação de assistência humanitária, à medida que o movimento de mercadorias e trabalhadores humanitários se torna restrito e as pessoas carentes enfrentam novos obstáculos para alcançar serviços. O risco de xenofobia intensificada e discriminação direcionada a migrantes e estrangeiros também permanece alto.

“É a hora da comunidade internacional se unir no combate a esse terrível vírus. Ao fazer isso, não devemos dar as costas aos mais marginalizados do mundo, mas buscar soluções que protejam toda a nossa comunidade global”, disse Vitorino.

O financiamento aumentará os esforços da OIM para implementar o Plano Estratégico Global de Resposta e Preparação (SRP) da Organização, revisado na semana passada, que está alinhado com o plano da OMS e estabelece uma abordagem a partir das lentes da mobilidade que aborda também questões críticas de longo prazo para a recuperação.

O Plano humanitário COVID-19 inclui recursos de Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNFPA), ONU-HABITAT, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), bem como Cruz Vermelha, Crescente Vermelho e organizações não governamentais.