OIM: migrantes internacionais somam 272 milhões, 3,5% da população global

Enquanto a maior parte da população global permanece vivendo no país de nascença, cada vez mais pessoas estão migrando em busca de melhores oportunidades, especialmente de emprego, segundo relatório publicado nesta quarta-feira (27) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O documento estimou a existência e ao menos 272 milhões de migrantes internacionais no mundo em 2019, o que corresponde a 3,5% da população mundial. Esse número representa um aumento de 23% na comparação com 2010, quando havia 220,78 milhões de migrantes, ou 3,2% da população global, segundo dados da OIM.

O retorno voluntário assistido e a reintegração é um componente indispensável da abordagem integrada à gestão da migração. O objetivo é promover o retorno e a reintegração de migrantes que não podem ou não querem permanecer em seus países de acolhimento – de modo ordenado e humano – e desejam regressar voluntariamente aos seus países de origem. A implementação bem-sucedida desses programas requer a cooperação e a participação de uma ampla gama de interlocutores – incluindo migrantes, sociedade civil e governos, tanto nos países anfitriões quanto nos países de origem. As parcerias entre a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e várias partes interessadas nacionais e internacionais são essenciais para a implementação efetiva desses programas, desde a fase de pré-retorno até a etapa de reintegração.

O documento estimou a existência e ao menos 272 milhões de migrantes internacionais no mundo em 2019, o que corresponde a 3,5% da população mundial. Foto: OIM

Enquanto a maior parte da população global permanece vivendo no país de nascença, cada vez mais pessoas estão migrando em busca de melhores oportunidades, especialmente de emprego, segundo relatório publicado nesta quarta-feira (27) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O documento estimou a existência e ao menos 272 milhões de migrantes internacionais no mundo em 2019, o que corresponde a 3,5% da população mundial. Esse número representa um aumento de 23% na comparação com 2010, quando havia 220,78 milhões de migrantes, ou 3,2% da população global, segundo dados da OIM.

A necessidade de emprego é a principal razão para pessoas migrarem internacionalmente, e os trabalhadores migrantes constituem a maioria dos migrantes internacionais do mundo, com a maior parte deles vivendo nos países de alta renda, destacou a OIM.

O relatório mostrou também que o deslocamento forçado tem registrado recordes no mundo, com o número de pessoas internamente deslocadas atingindo 41 milhões, e o número de refugiados chegando a aproximadamente 26 milhões.

Lançado durante reunião do Conselho da OIM de 2019 pelo diretor-geral da organização, António Vitorino, a décima edição do Relatório Mundial sobre Migrações de 2020 tem como objetivo fornecer informação sobre migrações para pesquisadores e tomadores de decisões.

“Como o relatório mostra, continuamos crescendo e melhorando a captação de informação e de dados, que podem nos ajudar a entender melhor os recursos básicos da migração em tempos cada vez mais incertos”, disse Vitorino.

Entre os assuntos abordados no relatório, estão mobilidade humana e mudanças climáticas, migração perigosa e infantil, migração e saúde, entre outros temas.

O embaixador e representante permanente das Ilhas Marshall da ONU em Genebra, Doreen Debrum, presente no lançamento, destacou a importância de relacionar mudanças climáticas e migrações. Segundo ele, seu próprio país está em risco diante das mudanças do clima, o que provavelmente causará deslocamentos forçados.

O embaixador alemão na ONU, Michael von Ungern-Sternberg, lembrou que a migração se tornou uma questão intensamente debatida em sociedades em todo mundo.

“Isso é um bom desenvolvimento. Ainda assim, temos que encarar o risco da politização indevida e a deturpação de fatos”, disse. “O Relatório Mundial sobre Migrações irá contribuir para uma discussão construtiva sobre essa questão tão sensível e abrirá caminho para a cooperação internacional.”

Assim como a edição de 2018, o relatório conta com uma série de capítulos escritos por especialistas da OIM, profissionais de migração e alguns dos principais pesquisadores do tema do mundo.

Marie McAuliffe, co-editora da edição de 2020, falou sobre a importância de parcerias. “Para retratar as últimas evidências em migração, os capítulos temáticos foram escritos por alguns dos principais pesquisadores do tema, e o relatório foi co-editado com o ilustre professor acadêmico Binod Khadria, da Universidade Jawaharlal Nehru, na Índia”, disse.

A edição de 2020 é a primeira a ser publicada exclusivamente em plataformas digitais, em reconhecimento a necessidade de produções de materiais ambientalmente sustentáveis, tanto no processo de divulgação quanto em seu conteúdo.

Leitores de todo o mundo, incluindo dirigentes políticos, acadêmicos, especialistas em migração, jornalistas, estudantes e o público em geral poderão baixar a publicação de maneira gratuita em inglês e espanhol, enquanto outras traduções continuam.

Na literatura acadêmica, pesquisadores citaram o relatório de 2018 em mais de 550 publicações, teses e dissertações. Blogs utilizaram a pesquisa como documento principal para fazer checagem de fatos de reivindicações infundadas sobre migração. Além disso, figuras e infográficos ajudaram muitos usuários de diferentes áreas a compreender os dados e informações do relatório.

“Diversos capítulos da publicação são perfeitos para introduzir novos assuntos para os meus estudantes”, disse Jacqueline Bhabha, professora da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. “O relatório é muito bem escrito e bem pesquisado”, completou.

Como a migração continua sendo uma questão de grande interesse, o relatório de 2020 é essencial para atender a crescente demanda por pesquisas de alta qualidade e baseadas em evidências sobre o assunto, segundo a OIM. Além disso, ele também ajuda a desmascarar notícias falsas e a desinformação que visam influenciar o público e o discurso político.

Clique aqui para acessar o relatório completo.