OIM fornece assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos no Sudeste

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) forneceu esta semana (20) assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos que vivem na região Sudeste. A maior parte dos beneficiados vive em abrigos temporários, após participarem da estratégia de interiorização do governo federal denominada Operação Acolhida. A iniciativa é apoiada pela OIM e por outras agências da ONU, parceiros e organizações da sociedade civil.

OIM está fornecendo assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos da região Sudeste. Foto: OIM

OIM está fornecendo assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos da região Sudeste. Foto: OIM

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) forneceu esta semana (20) assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos que vivem na região Sudeste. A maior parte dos beneficiados vive em abrigos temporários, após participarem da estratégia de interiorização do governo federal denominada Operação Acolhida. A iniciativa é apoiada pela OIM e por outras agências da ONU, parceiros e organizações da sociedade civil.

Mais de 3,7 milhões de venezuelanos deixaram seu país desde 2015, de acordo informações consolidadas pela Plataforma Regional de Coordenação Interagências. A Polícia Federal brasileira estima que cerca de 150 mil deles estejam atualmente morando no Brasil.

A estratégia de interiorização foi implementada para apoiar migrantes e solicitantes de refúgio que chegam ao estado de Roraima, na região Norte, oferecendo melhores oportunidades de integração.

A estratégia, realizada desde abril de 2018, integra quatro formas de apoio: realocação de mão de obra, reagrupamento familiar, abrigo temporário e apoio de parceiros da sociedade civil que proporcionam acomodação em todo o país. Nos últimos 12 meses, o programa transferiu mais de 5,8 mil venezuelanos de Roraima para 17 estados brasileiros.

Com o apoio do Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF), tanto a organização Cáritas quanto a OIM implementaram um projeto de segurança alimentar e habitação temporária em 12 municípios em Roraima, atingindo mais de 3,7 mil ​​venezuelanos em situação de vulnerabilidade.

“Somos muito gratos por contar com a OIM como um grande parceiro nesta missão para garantir o direito básico de acesso à comida. Trabalhar juntos nos fortalece”, disse Deyse Brumatti, da Cáritas.

São Paulo é um dos lugares onde a estratégia está sendo implementada. Cerca de 800 venezuelanos se beneficiaram, com outros 100 migrantes e requerentes de refúgio chegando à cidade nos próximos dias. Outro programa — o Projeto Pana da Cáritas — também oferece assistência social, apoio legal e trabalhista aos venezuelanos que se mudam para a cidade.

O abrigo temporário também é fornecido como parte da interiorização, enquanto soluções mais permanentes são buscadas. Os venezuelanos que vivem nesses abrigos receberam alimentos fornecidos pela OIM como parte da Operação Acolhida. Outros 270 indivíduos foram beneficiados nas cidades de Porto Velho (RO) e Palhoça (SC).

“Desde o início dos fluxos migratórios, o acesso à alimentação é uma das principais demandas das famílias venezuelanas que chegam ao Brasil. Essas atividades nos permitem atender a essa necessidade e minimizar sua situação vulnerável”, explicou Yssyssay Rodrigues, coordenadora de projeto da OIM no Brasil.

Essa atividade em São Paulo foi possível com o apoio financeiro do Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos Estados Unidos.