OIM e ACNUR anunciam retomada das viagens de reassentamento para refugiados

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciaram na quinta-feira (18) a retomada das partidas de reassentamento de refugiados.

A suspensão temporária das viagens de reassentamento, necessária devido a interrupções e restrições às viagens aéreas internacionais causadas pela pandemia de COVID-19, atrasou a saída de cerca de 10 mil refugiados para os países de reassentamento.

Famílias de refugiados chegam ao aeroporto de Beirute, no Líbano, antes de serem reassentadas em países terceiros. Foto: OIM/Angela Wells

Famílias de refugiados chegam ao aeroporto de Beirute, no Líbano, antes de serem reassentadas em países terceiros. Foto: OIM/Angela Wells

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciaram na quinta-feira (18) a retomada das partidas de reassentamento de refugiados.

A suspensão temporária das viagens de reassentamento, necessária devido a interrupções e restrições às viagens aéreas internacionais causadas pela pandemia de COVID-19, atrasou a saída de cerca de 10 mil refugiados para os países de reassentamento.

Durante todo esse período, OIM, ACNUR e parceiros continuaram processando e aconselhando refugiados e reassentando dezenas de casos emergenciais e urgentes.

Além disso, vários países de reassentamento estabeleceram ou expandiram suas capacidades para aplicar modalidades de processamento flexíveis, para adaptar e garantir a continuidade de seus programas de reassentamento em circunstâncias imprevisíveis.

Embora ainda existam muitas restrições de viagem, à medida que estas começam a aumentar em muitos países de reassentamento, é possível prever mais saídas de refugiados, disseram as agências.

A OIM e o ACNUR afirmaram que continuarão a trabalhar com parceiros governamentais e outras partes interessadas em todo o mundo para avançar no retorno às operações normais tão rapidamente quanto a situação permitir em cada país.

O reassentamento continua sendo uma ferramenta que salva vidas para muitos refugiados, e as agências da ONU esperam trabalhar com parceiros nos países anfitriões e de reassentamento para retomar os movimentos de maneira segura.

A diferença entre o número de refugiados que precisam de reassentamento e os lugares disponibilizados pelos governos ao redor do mundo é preocupante, disseram o alto-comissariado das Nações Unidas para os refugiados, Filippo Grandi, e o diretor-geral da OIM, António Vitorino, em comunicado.

“Continuamos a pedir que mais países se juntem ao programa e encontrem soluções para um número maior de refugiados”, concluíram.