OIM apoia implementação de área de proteção e cuidados para venezuelanos em Boa Vista

Para ampliar as estruturas de saúde na prevenção e enfrentamento à pandemia de COVID-19 e reforçar o atendimento aos refugiados e migrantes em Roraima, a Operação Acolhida, com apoio dos governos estadual e municipal, irá inaugurar em Boa Vista a Área de Proteção e Cuidados (APC).

A estrutura, montada por trabalhadores venezuelanos e brasileiros, começa a funcionar em breve na capital e conta com suporte da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

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Para ampliar as estruturas de saúde na prevenção e enfrentamento à pandemia de COVID-19 e reforçar o atendimento aos refugiados e migrantes em Roraima, a Operação Acolhida, com apoio dos governos estadual e municipal, irá inaugurar em Boa Vista a Área de Proteção e Cuidados (APC).

A estrutura, montada por trabalhadores venezuelanos e brasileiros, começa a funcionar em breve na capital e conta com suporte da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

“Este local vai ajudar muitas pessoas, é um grande benefício para a população. Me sinto muito útil em poder estar aqui, contribuindo nesta obra, em prol do bem-estar de pessoas. Me sinto muito orgulhoso”, comenta o venezuelano José Costa, de 59 anos, natural de Maturim e que vive no Brasil há pouco mais de um ano e é um dos trabalhadores que ajudou a montar a unidade.

O local funcionará como espaço de observação, enfermaria e hospital de campanha e terá, inicialmente, 80 leitos. Com seu conhecimento técnico, a OIM apoiou a implementação do complexo e atuará nas atividades cotidianas com quatro profissionais médicos e cinco técnicos em enfermagem. Outras agências da ONU e parceiros também apoiam a iniciativa.

“A Operação Acolhida montou o hospital de campanha em Boa Vista para atender os casos de coronavírus. Vamos inaugurar o módulo inicial da Área de Proteção e Cuidados e agradecemos o comprometimento da OIM nessa parceria”, ressalta o Coordenador Operacional da Operação Acolhida e Comandante da Força-Tarefa Logística Humanitária, general Manoel de Barros. “Estamos em uma emergência dentro da emergência e vamos superá-la juntos”, complementa o general Barros.

A APC irá receber os casos suspeitos e confirmados de COVID-19, sendo dividida em dois espaços baseados no modelo de hospital de campanha do exército. A Área de Proteção servirá para o isolamento dos pacientes com casos suspeitos, de modo a reduzir o contágio de outras pessoas. A Área de Cuidado (AC) receberá os casos confirmados que necessitem tratamento. A estrutura poderá ser expandida, gradativamente, podendo chegar a até 1.200 leitos.

A APC iniciará suas atividades destinada ao atendimento de refugiados e migrantes, podendo também atender a comunidade local em função da capacidade de resposta da rede de saúde do estado e município. Entidades e órgãos das três esferas de governo estão mobilizados para que as estruturas locais operem em consonância.

Ações em promoção de saúde e de proteção

No contexto da pandemia de COVID-19, a OIM continua mobilizada para apoiar refugiados, migrantes e comunidade de acolhida com ações de saúde, saneamento e higiene.

Além das atividades junto à Operação Acolhida na APC, sessões informativas e a entrega de kits de higiene e panfletos sobre como se prevenir e já atingiram mais de 10 mil pessoas. Em breve, duas unidades móveis de saúde também irão reforçar os atendimentos da atenção primária na capital e nos municípios do estado.

Novos protocolos sanitários também foram postos em prática para os beneficiários da estratégia de interiorização da Operação Acolhida. Na Casa de Passagem em Belém, apoiada pela OIM, locais de isolamento foram definidos e rotinas de prevenção, como medir a temperatura dos beneficiários e campanhas de higienização das mãos e espaços, foram adotadas.

Em Manaus, a Organização apoia o acolhimento de indígenas warao que irá beneficiar cerca de 500 pessoas. Na rodoviária da cidade, também foram distribuídos materiais de limpeza para higienização do espaço de abrigamento dos refugiados e migrantes.

Estas atividades da OIM são financiadas pelo Governo do Japão e pelo Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado norte-americano.