Oficinas capacitam profissionais em Roraima no combate à exploração sexual de crianças

As oficinas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) sobre como prevenir casos de exploração sexual e abuso de crianças e adolescentes têm como alvo não apenas militares envolvidos na força-tarefa da Operação Acolhida, mas também civis e profissionais da ONU que trabalham dentro dos abrigos em Roraima, lidando diretamente com pessoas migrantes e refugiadas.

No último fim de semana de junho, 94 profissionais da Visão Mundial, contratados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para atuar em espaços educativos nos abrigos, passaram pela formação.

Formação é feita com vários parceiros da força-tarefa da logística humanitária. Foto: UNFPA Brasil

Formação é feita com vários parceiros da força-tarefa da logística humanitária. Foto: UNFPA Brasil

As oficinas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) sobre como prevenir casos de exploração sexual e abuso de crianças e adolescentes têm como alvo não apenas militares envolvidos na força-tarefa da Operação Acolhida, mas também civis e profissionais da ONU que trabalham dentro dos abrigos em Roraima, lidando diretamente com pessoas migrantes e refugiadas.

No último fim de semana de junho, 94 profissionais da organização Visão Mundial, contratados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para atuar em espaços educativos nos abrigos passaram pela formação.

As oficinas, chamadas de PSEA, são destinadas à capacitação de educadores, assistentes, supervisores, coordenadores e demais profissionais que atuam nos abrigos, que são orientados a reconhecer situações de abuso e, quando identificados flagrantes, sobre como proceder. As atividades são ministradas pela especialista em violência de gênero do UNFPA, Patrícia Melo.

“A ideia é que todas as pessoas envolvidas na resposta humanitária em Roraima sejam capacitadas. Desta forma, todos os parceiros de implementação das agências da ONU e da Operação Acolhida serão contemplados, de modo a conhecer, defender e cumprir os princípios ONU em relação à exploração sexual e abuso de crianças e adolescentes, aumentando a proteção e fortalecendo a resposta”, afirmou a especialista.

Na semana anterior, o UNFPA também orientou os profissionais do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), organização que fomenta o empreendedorismo, que estão em Roraima trabalhando com a população migrante e refugiada.

“A ação foi fundamental porque, nesse primeiro momento, estamos aplicando jogos sobre empreendedorismo dentro dos abrigos. A gente compartilha dos mesmos valores e cuidados que se têm que ter quando se trata do tema das pessoas migrantes e refugiadas, e tudo que envolve essa formação. Foi sensacional, o debate foi muito rico, ficamos felizes de contar com uma agência como o UNFPA no nosso trabalho”, afirmou o coordenador local da entidade, Rafael Morales.