Oferta ‘abundante’ de armas na Líbia compromete estabilidade do país, afirma Missão da ONU

Um novo conflito entre milícias rivais deixou 50 mortos e 167 feridos no país. A UNSMIL saudou um novo cessar-fogo e pediu que as partes envolvidas garantissem a evacuação dos feridos.

Celebrações na Líbia após a queda do ditador em 2011. (ONU/Iason Foounten)

A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) saudou o cessar-fogo negociado na cidade de Sabha, no sudoeste do país, onde conflitos entre milícias locais rivais resultou em cerca de 50 mortes e 167 feridos. A UNSMIL exortou todas as partes a garantir o tratamento médico e a evacuação de todos os feridos.

“É fundamental que o Governo e todos os lados tomem medidas no sentido de acalmar a situação e resolver as causas subjacentes deste último combate”, afirmou o Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e chefe da UNSMIL, Ian Martin, em um comunicado. Na opinião de Martin, a abundante quantidade de armamento disponível nas ruas das cidades líbias e a falta de linhas de comando transparentes entre as diversas brigadas armadas operando no país são os principais riscos para a estabilidade.

Os confrontos entre grupos rivais são os principais desafios do país desde a derrubada do regime de Muammar Kadafi e o estabelecimento das autoridades provisórias. Em fevereiro de 2012, um conflito de duas semanas deixou mais de 100 mortos e diversos feridos.