Após morte de 46 pessoas no Quênia, OCHA pede maior compromisso de autoridades com segurança

Além das mortes, os confrontos entre comunidades que disputam pastos e gado também causou o deslocamento de milhares de pessoas nos últimos meses.

Pastor armado cuida do seu gado perto da cidade fronteiriça de Moyale, Quênia.As Nações Unidas expressaram preocupação ontem (05/01) com os confrontos entre comunidades no norte do Quênia, onde pelo menos 46 pessoas morreram nos últimos meses em ataques decorrentes da disputa de áreas para pasto e roubo de gado.

Os conflitos entre as comunidades de pastoreio de gado de Borana e Gabra na cidade de Moyale no norte do Quênia, situada na borda da Etiópia, também deslocou milhares de pessoas.

“O que estamos vendo é um revanchismo cíclico de ataques e uso da violência entre comunidades”, disse o porta-voz do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) para o Leste Africano, Matthew Conway.

O OCHA alertou para a necessidade de maiores investimentos em  segurança e proteção por parte das autoridades do governo nessas regiões. Dessa forma, será possível que a ajuda humanitária tenha acesso às populações necessitadas e que essas também possam retornar às suas áreas de origem.

“As próprias comunidades estão no centro para resolver isso, mas certamente maior atenção precisa ser dada por autoridades do governo central para controlar a violência e controlar os instigadores da violência”, concluiu Conway.