Objetivos globais podem gerar novos negócios para empresas, diz Rede Brasil

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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) significarão um novo paradigma para as estratégias econômicas de empresas, governos e sociedade civil. É o que afirma Denise Hills, vice-presidente e coordenadora do grupo de trabalho para os ODS (GT ODS) da Rede Brasil do Pacto Global e superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco.

Denise Hills é vice-presidente e coordenadora do grupo de trabalho para os objetivos globais da Rede Brasil do Pacto Global e superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Denise Hills é vice-presidente e coordenadora do grupo de trabalho para os objetivos globais da Rede Brasil do Pacto Global e superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) significarão um novo paradigma para as estratégias econômicas de empresas, governos e sociedade civil. É o que afirma Denise Hills, vice-presidente e coordenadora do grupo de trabalho para os ODS (GT ODS) da Rede Brasil do Pacto Global e superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco.

Em entrevista, ela comenta a realização do estudo “Integração dos ODS na estratégia empresarial: contribuições do Comitê Brasileiro do Pacto Global para a Agenda 2030”, que já teve uma prévia apresentada durante o Fórum Pacto Global, em novembro no ano passado, e será lançado na íntegra em março.

Rede Brasil: O que motivou o desenvolvimento desse estudo?

Hills: O propósito do estudo é promover a Agenda 2030 no Brasil para engajamento e sensibilização de alta liderança de empresas privadas, além de posicionar a Rede Brasil do Pacto Global como principal elo entre as empresas e os objetivos das Nações Unidas. Por meio do estudo, pretendemos buscar e identificar o andamento dos passos recomendados pelo SDG Compass (o guia dos ODS para as empresas), além de conhecer os esforços das empresas do Comitê Brasileiro do Pacto Global frente aos 17 objetivos.

Rede Brasil: Por que o GT ODS do Pacto Global definiu que esse era um passo importante?

Hills: Por meio dos workshops, reuniões e eventos que realizamos e participamos, escutamos de algumas empresas as dificuldades e desafios encontrados na implementação do SDG Compass, que foi traduzido e publicado pela Rede Brasil do Pacto Global, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e a Global Reporting Initiative (GRI). Por esse motivo, realizar o estudo é uma maneira de ter uma foto no primeiro ano dessa agenda e a partir dela cada empresa poderá, em sua realidade empresarial, desenvolver cronograma, planos de ação e prioridades para seu andamento, além de acompanhar a evolução da implementação no futuro. Importante frisar que os ODS representam um grande desafio, mas também uma excelente oportunidade de alavancar novos negócios e projetos.

Rede Brasil: Qual a importância do alinhamento das ações da Rede Brasil com os ODS?

Hills: A implantação da Agenda 2030 e o alcance dos ODS é um tema que precisa estar integrado entre os diversos atores. Quanto mais próximos estiverem da agenda pública, mais a sociedade civil e o setor privado conseguirão cumprir os objetivos. A Rede Brasil do Pacto Global vem impulsionando diversas empresas e outras organizações no país a adotarem a cidadania empresarial como padrão para a gestão de seus negócios e na intensificação deste movimento onde ele já se encontra de certa forma consolidado. No entanto, a nova Agenda 2030 da ONU convida as organizações a não só repensarem sua atuação, como a ampliarem, fortalecerem e investirem no alcance dos ODS para que dessa forma os pilares de sucesso dos negócios sejam sustentáveis.

Rede Brasil: No dia 25 de setembro de 2016 completou um ano de lançamento dos ODS. De lá para cá, o estudo reflete o tempo de implementação dos ODS de alguma maneira? De que forma?

Hills: Sim, o produto final desse estudo trará uma visão da trajetória das empresas do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) desde que a Agenda 2030 iniciou e será uma forma de alavancar empresas que de certa forma ainda não iniciaram essa conversa bem como fortalecer o compromisso com o desenvolvimento sustentável daquelas que iniciaram a integração do tema à estratégia e governança de suas instituições.

Rede Brasil: Quais os principais obstáculos para as empresas diante da Agenda 2030?

Hills: O principal obstáculo é que, por se tratar de um assunto relativamente novo para a atividade empresarial, ter uma agenda com objetivos e metas em escala global requer que a companhia leia, interprete e aproxime os direcionadores dela para a realidade econômica e produtiva, sem perder de vista a forma como conduz os negócios, ou seja, aproximar da melhor forma possível sua estratégia em direção ao cumprimento dos ODS visando ao desenvolvimento sustentável do mundo.

Rede Brasil: Qual a principal contribuição da Agenda 2030?

Hills: O novo padrão de desenvolvimento estabelecido pela Agenda 2030 direcionará e impulsionará a forma como as empresas, governos e sociedade civil fazem e criam suas estratégias econômicas. A partir dela, descobriremos novas oportunidades de crescimento e fortalecimento da colaboração mundial como também será reforçada a necessidade de redução dos impactos ambientais e sociais, tendo a inovação como principal aliado para resolução de desafios em busca do desenvolvimento sustentável.


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