Obesidade e sobrepeso devem ser abordados sem uso de medicamentos, diz Organização Pan-Americana

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Dados da OMS revelam que, em 2014, mais 1,9 bilhão de adultos estava com sobrepeso, sendo 600 milhões desses obesos. No Brasil, este número é ainda maior. Organização Pan-Americana (OPAS/OMS) pediu medidas não medicamentosas, dando ênfase às mudanças dietéticas e introdução de exercícios físicos na rotina dos pacientes.

Foto: sxc.hu

Foto: sxc.hu

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) divulgou nesta terça-feira (31) o 7º fascículo da série “Uso Racional de Medicamentos: fundamentação em condutas terapêuticas e nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica”.

A publicação “Obesidade como fator de risco para morbidade e mortalidade: evidências sobre o manejo com medidas não medicamentosas”, escrita pela pesquisadora Lenita Wannmacher, aborda a questão da obesidade como problema de caráter pandêmico e multiétnico, que ocorre tanto em países de baixa renda como de média e alta renda.

Estima-se que, anualmente, os gastos com a doença para os cofres públicos são alarmantes. Dados da OMS revelam que, em 2014, mais 1,9 bilhão de adultos estava com sobrepeso, sendo 600 milhões desses obesos. O número corresponde a 13% da população adulta em todo o mundo.

No Brasil, este número é ainda maior. Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Ministério da Saúde, uma a cada cinco pessoas está obesa, enquanto o sobrepeso já atinge mais de 50% da população.

Os índices são preocupantes, principalmente porque o sobrepeso e a obesidade podem trazer diversas consequências para a saúde da população, entre elas doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de câncer, apneia e hipertensão arterial sistêmica.

Segundo a OPAS/OMS, são necessárias ações reguladoras governamentais e políticas e prioridades da indústria e da sociedade civil para coibir a obesidade e suas consequências sobre a saúde dos indivíduos.

O ideal é que tanto o sobrepeso quanto a obesidade sejam manejados com medidas não medicamentosas, dando ênfase às mudanças dietéticas e introdução de exercícios físicos na rotina dos pacientes.

Neste contexto, a pesquisadora destaca que o primeiro passo para promover o uso racional de medicamentos é avaliar se seu uso é realmente necessário ao paciente, lançando mão de medidas não medicamentosas sempre que possível, visto que muitas vezes essas medidas são mais efetivas, seguras e econômicas.

Acesse aqui a publicação.

Sobre a série ‘Uso Racional de Medicamentos’

O projeto, que conta com a participação de renomados profissionais, é coordenado pela OPAS/OMS em conjunto com a pesquisadora Lenita Wannmacher. Nos próximos meses, serão lançados mais fascículos em português e com linguagem acessível.

A escolha dos temas sobre condutas terapêuticas baseou-se, principalmente, nas dez maiores causas de morte apontadas pela Organização Mundial da Saúde em maio de 2014.

A iniciativa tem o objetivo de fornecer aos profissionais, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) informações confiáveis e isentas, com base nas melhores evidências científicas disponíveis.

Todos os capítulos da série estarão disponíveis gratuitamente para download e poderão ser acessados na área de publicações da página da OPAS/OMS Brasil na internet.


Mais notícias de:

Comente

comentários