‘O verdadeiro legado do furacão Katrina foi melhorar a gestão de risco de desastres’, diz agência da ONU

Na ocasião do 10º aniversário do furacão que devastou Nova Orleans, chefe do escritório para redução do risco de desastres afirma que a cidade se transformou em um modelo para a resistência às catástrofes.

Destroços do furacão Katrina, que passou pela costa americana em 2005. Foto: Flickr/ Louisiana State University (CC)

Destroços do furacão Katrina, que passou pela costa americana em 2005. Foto: Flickr/ Louisiana State University (CC)

A chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) disse na sexta-feira (28), por ocasião do 10º aniversário do Katrina, que o “verdadeiro legado” do mais dispendioso desastre causado por furacão dos Estados Unidos, que devastou Nova Orleans e matou mais de 1,8 mil pessoas, foi criar consciência sobre a importância da gestão de risco de desastres em todo o mundo.

“O furacão Katrina expôs fraquezas na gestão de risco de desastres que são comuns a muitos locais propensos ao risco ao redor do mundo”, disse Margareta Wahlström. “Nós podemos aprender muito com Nova Orleans, se quisermos conseguir reduções substanciais nas perdas de desastres como solicitado no Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres, que foi adotado pelos governos no início deste ano.”

O Marco de Sendai, nomeado pela cidade japonesa, é um acordo de 15 anos, voluntário e não vinculativo – e o primeiro compromisso importante da nova agenda de desenvolvimento sustentável da ONU – com sete metas e quatro prioridades de ação.

“Nova Orleans transformou-se em um modelo para a resistência às catástrofes. Ela continua investindo fortemente na melhoria de defesas contra inundações e têm sido feitos grandes esforços para envolver os cidadãos na renovação da cidade”, continuou Wahlström. “Há um melhor mapeamento dos perigos da cidade e uma maior consciência entre a população sobre a importância da gestão de risco de desastres no sentido de garantir o desenvolvimento social e econômico sustentável da cidade”.