‘O único modo de parar o ebola é detê-lo em sua origem’, diz secretário-geral da ONU

É necessário transmitir urgência do problema sem incitar pânico geral. Ban Ki-moon ressaltou os compromissos de assistência assumidos por nações africanas e a importância de resposta global integrada.

Campanha de sensibilização sobre o contágio do ebola em Serra Leoa. Foto: UNICEF/Douglas

Campanha de sensibilização sobre o contágio do ebola em Serra Leoa. Foto: UNICEF/Douglas

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que os países que impuseram proibições de viagem ou fecharam suas fronteiras em resposta ao surto de ebola devem transmitir a sensação de urgência necessária sem incitar pânico na população. “O único modo de parar o ebola é detê-lo em sua origem”, acrescentou Ban nesta terça-feira (28) ao solicitar mais apoio internacional para conter a epidemia nos países afetados.

As Nações Unidas continuam a trabalhar, junto com seus parceiros, para aumentar os esforços em todas as áreas afetadas pela epidemia que atinge a África Ocidental. O secretário-geral reiterou a importância de uma resposta global imediata e massiva ao problema e ainda afirmou sua satisfação com os compromissos assumidos por nações africanas de prover assistência médica às vítimas da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) parabenizou a aprovação da Swissmedic, autoridade reguladora da Suíça para produtos terapêuticos, ao teste de uma vacina experimental do ebola em um hospital de referência do país. Além disso, a Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL) relatou que suas forças de paz chinesas vão ajudar na construção de um centro de controle e de quarentena na capital do país.

Em resposta aos pedidos de políticos na Austrália e Estados Unidos que pediram restrições as pessoas que queiram retornar aos países afetados pelo ebola, o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, afirmou que quarentenas obrigatórias não são recomendadas, uma vez que o contágio só é possível quando os sintomas se tornam aparentes.