O secretário-geral

O secretário-geral é o símbolo dos ideais das Nações Unidas e porta-voz dos interesses dos povos do mundo, principalmente dos mais pobres e vulneráveis.

De acordo com a Carta das Nações Unidas, o secretário-geral é o “chefe administrativo” da Organização e deve cumprir “outras funções que lhe são confiadas” pelo Conselho de Segurança, Assembleia Geral, Conselho Econômico e Social e outros órgãos das Nações Unidas.

A Carta também diz que o secretário-geral tem o dever de “levar à atenção do Conselho de Segurança qualquer assunto que em sua opinião possa ameaçar a manutenção da paz e segurança internacional”.

Os dias de trabalho do secretário-geral da ONU incluem sua presença nas reuniões dos diversos órgãos das Nações Unidas, consultas com líderes mundiais e viagens pelo mundo.

Essas viagens permitem o contato direto com as pessoas que vivem nos 193 Estados-membros da Organização e fazem com que ele esteja informado sobre a vasta lista de problemas internacionais que estão na agenda da ONU.

Um dos papéis mais importantes do secretário-geral é o uso de “bons ofícios” – passos dados pública ou privadamente – para impedir que as disputas internacionais cresçam, se elevem ou se espalhem.

Cada secretário-geral também define, ao assumir o cargo, sua própria agenda de prioridades.


O atual secretário-geral da ONU

Ban Ki-moon (Coreia do Sul) – 2007

Ban Ki-moon, da Coreia do Sul, oitavo secretário-geral das Nações Unidas. Foto: ONU

Ban Ki-moon, da Coreia do Sul, oitavo secretário-geral das Nações Unidas. Foto: ONU

Ban Ki-moon, da Coreia do Sul, oitavo secretário-geral das Nações Unidas desde 1º de janeiro de 2007, traz para o cargo 37 anos de experiência adquirida ao longo de uma carreira notável no Governo e na cena mundial. No momento de sua eleição como secretário-geral, Ban era ministro das Relações Exteriores e do Comércio da Coreia do Sul.

No decurso da sua longa carreira no Ministério, que o levou a Nova Déli (Índia), Washington D.C. (Estados Unidos) e Viena (Áustria), ocupou diversos cargos – assessor principal do presidente em assuntos de política externa, vice-ministro do Planejamento de Políticas e diretor-geral de Assuntos Norte-americanos. Ao longo de sua carreira, norteou-o sempre a visão de uma península coreana pacífica, capaz de desempenhar um papel cada vez mais importante em prol da paz e da prosperidade na região e no mundo.

As relações de Ban com a Organização das Nações Unidas remontam a 1975, quando atuou na Divisão das Nações Unidas do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. Seu trabalho foi ganhando maior dimensão ao longo dos anos, tendo desempenhado os cargos de primeiro-secretário da Missão Permanente da Coreia do Sul junto à ONU em Nova York (Estados Unidos), diretor da Divisão das Nações Unidas no Ministério em Seoul (Coreia do Sul) e embaixador em Viena (Áustria). Em 1999, presidiu a Comissão Preparatória da Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.

Em 2001-2002, como chefe de Gabinete do presidente da Assembleia Geral, facilitou a rápida adoção da primeira resolução da sessão, que condenou os atentados terroristas de 11 de setembro, e tomou algumas iniciativas para melhorar o funcionamento da Assembleia.

Contribuiu, assim, para que uma sessão que começou em um ambiente de crise acabasse marcada pela adoção de algumas reformas importantes.

Ban ocupou-se ativamente das relações intercoreanas. Em 1992, como assessor especial do ministro das Relações Exteriores, foi vice-presidente da Comissão Conjunta Norte-Sul de Controle Nuclear, após a adoção da histórica Declaração Conjunta sobre a Desnuclearização da Península da Coreia.

Em setembro de 2005, na qualidade de ministro das Relações Exteriores, desempenhou um papel preponderante na consecução de um outro acordo histórico destinado a promover a paz e a estabilidade na Península da Coreia – a adoção, quando das Conversações das Seis Partes, de uma declaração conjunta sobre a resolução da questão nuclear norte-coreana.

Ban obteve o bacharelado em Relações Internacionais pela Universidade Nacional de Seul em 1970. Em 1985, obteve o mestrado em Administração Pública da Kennedy School of Government da Universidade Harvard.

Em julho de 2008, Ban obteve um título honorário de doutorado da Universidade Nacional de Seul. Recebeu numerosas distinções, condecorações e medalhas no seu país e no estrangeiro. Em 1975, 1986 e 2006, recebeu a Ordem do Mérito, a máxima distinção da Coreia do Sul, pelos serviços prestados ao seu país.

Em abril de 2008, foi premiado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional, em Burkina Fasso, e no mesmo mês recebeu a distinção de Grande Oficial da Ordem Nacional da Costa do Marfim.

Ban nasceu em 13 de junho de 1944. É casado com Yoo (Ban) Soon-taek, a quem conheceu em 1962 quando ambos frequentavam o segundo grau. O casal tem um filho e duas filhas. Além de coreano, Ban fala inglês e francês.