‘O momento de agir é agora’: UNICEF pede fim do sofrimento de crianças no Iraque e Oriente Médio

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Num chamado por “cuidado e proteção imediata” para as crianças apanhadas pela violência da guerra na devastada cidade de Mossul, no Iraque, e em outros conflitos no Oriente Médio, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou que as vidas e o futuro de quase 27 milhões de crianças estão em perigo em toda a região e em partes da África.

Uma criança de cinco anos carrega um galão de água vazio no campo Al-hol, no nordeste da Síria, que acolhe mais de 4.600 refugiados iraquianos. Como muitas outras crianças na região, ela ajuda a família, mesmo com a pouca idade. UNICEF/Souliman

Uma criança de cinco anos carrega um galão de água vazio no campo Al-hol, no nordeste da Síria, que acolhe mais de 4.600 refugiados iraquianos. Como muitas outras crianças na região, ela ajuda a família, mesmo com a pouca idade. UNICEF/Souliman

Num chamado por “cuidado e proteção imediata” para as crianças apanhadas pela violência da guerra na devastada cidade de Mossul, no Iraque, e em outros conflitos no Oriente Médio, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou no último sábado (22) que as vidas e o futuro de quase 27 milhões de crianças estão em perigo em toda a região e em partes da África.

“O pior da violência em Mossul pode ter passado, mas para muitas crianças lá e em toda a região, o sofrimento extremo continua”, disse Geert Cappelaere, diretor regional do UNICEF para o Oriente Médio e o Norte da África.

Quanto à recém-liberada cidade de Mossul, Cappelaere disse que crianças em estado de choque continuam sendo achadas entre os escombros ou escondidas em túneis. Algumas perderam suas famílias enquanto fugiam para se proteger. Famílias foram forçadas a abandonar seus filhos ou entregá-los, deixando-as sozinhas e com medo.

“Muitas crianças foram forçadas a lutar e inclusive a cometer atos de extrema violência”, disse o diretor, enfatizando: “são momentos terríveis para uma quantidade alta demais de crianças no Iraque e em outros países afetados por conflitos na região”.

O UNICEF destacou que os conflitos armados colocaram em risco as vidas e o futuro de pelo menos 27 milhões de crianças, afetadas pela violência no Iêmen, dentro do território sírio e dos países que acolhem refugiados, no Território Palestino Ocupado, Líbia e Sudão, assim como no Iraque.

“Na cidade do nordeste sírio de Al-Raqqa, a violência tem se intensificado durante as últimas semanas, colocando crianças sob ataque continuamente. Entre 30 e 50 mil civis continuam presos na cidade enquanto a violência continua crescendo ao redor”, explicou Cappelaere.

“Além disso, famílias têm descrito condições de vida horrorosas e viagens de extremo perigo, tiroteios, minas terrestres e restos não detonados da guerra”, declarou Cappelaere. “Tais horrores não terminam nem caso as crianças conseguissem fugir do perigo imediato. Elas estão sendo detidas, abusadas e estigmatizadas pelas suas afiliações, enquanto a alta tensão entre e dentro das comunidades continua aumentando”, continuou.

“Essas crianças abandonadas precisam do nosso apoio para ajudá-las a se reunirem com suas famílias, a recuperarem o cuidado, a proteção e os serviços, sem importar a origem ou afiliação das famílias”, sublinha o diretor do UNICEF.

“Quanto a qualquer outra criança no mundo, elas têm o direito de ser salvaguardadas, incluindo por meio de documentação legal. Crianças são crianças!”

“O momento de agir é agora”, disse Cappelaere, questionando: “como podemos construir um futuro mais estável e próspero para todos, enquanto crianças são expostas a tais horrores e tratadas dessa forma?”


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