O genocídio acontece quando os sinais são ignorados e nada é feito, diz ONU

Evento, organizado às vésperas da comemoração do 70º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau no dia 27 de janeiro, ofereceu a chance de considerar o que ainda deve ser feito para proteger as pessoas e construir sociedades “onde a tolerância supere o ódio”.

620146Auschwitz_Liberation (1)O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, pediu, em evento na sede da ONU em Nova York, nesta quarta-feira (21), que fosse feita uma reflexão sobre a melhor forma de prevenir crimes como aqueles verificados durante o Holocausto e outros genocídios.

“É muito importante analisarmos por que continuamos não conseguindo impedir atrocidades em massa, apesar das lições aprendidas, apesar do conhecimento das causas e apesar de termos garantido que nunca mais aconteceriam”, disse. “O genocídio só acontece quando ignoramos os sinais de alerta. E não estamos dispostos a tomar medidas.”

O evento, organizado às vésperas da comemoração do 70º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau no dia 27 de janeiro, ofereceu a chance de considerar o que ainda deve ser feito para proteger as pessoas e construir sociedades “onde a tolerância supere o ódio”.

“Nosso desafio é acabar com os processos [que levam ao genocídio] numa fase inicial”, disse Eliasson, acrescentando que os conflitos armados muitas vezes criam ambientes propícios a estas atrocidades porém muitas vezes, processos desenvolvidos em épocas de paz podem também levar ao genocídio.

O ano de 2015 marca 70 anos desde o fim do Holocausto e 70 anos desde o estabelecimento de instituições destinadas a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, como a ONU.