“Nunca entregarei meu coração”, diz vítima de mutilação genital feminina

“Minha carne foi roubada, mas nunca entregarei meu coração”. Estas são as poderosas palavras de Abida Dawud, uma das três mulheres sobreviventes do processo de mutilação genital feminina da Etiópia, que conversaram com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) sobre seus traumas.

As três mulheres, todas da região Afar, do país do chifre da África, contam suas histórias na esperança de conseguir empoderar outras mulheres em suas comunidades para pôr um fim à mutilação genital feminina.

Abida Dawud, sobrevivente da mutilação genital feminina, caminha no deserto Afar, no norte da Etiópia. Foto: UNFPA

Abida Dawud, sobrevivente da mutilação genital feminina, caminha no deserto Afar, no norte da Etiópia. Foto: UNFPA

“Minha carne foi roubada, mas nunca entregarei meu coração”. Estas são as poderosas palavras de Abida Dawud, uma das três mulheres sobreviventes do processo de mutilação genital feminina da Etiópia, que conversaram com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) sobre seus traumas.

As três mulheres, todas da região Afar, do país do chifre da África, contam suas histórias na esperança de conseguir empoderar outras mulheres em suas comunidades para pôr um fim à mutilação genital feminina.

A prática, que envolve ferir a genitália feminina por razões não-médicas, é reconhecida internacionalmente como uma ação que viola os direitos das mulheres e lembrada em 6 de fevereiro, Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

Globalmente, estima-se que cerca de 200 milhões de meninas e mulheres já passaram por algum tipo de mutilação genital.