Número ‘sem precedentes’ de civis foge da República Centro-Africana, alerta agência da ONU

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Milhares continuam cruzando a fronteira da República Centro-Africana para o Chade e, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), meio milhão de centro-africanos estão refugiados em países vizinhos. Total de deslocados internos passa de 688 mil pessoas.

Funcionários do ACNUR registram os refugiados da República Centro-Africana. Foto: ACNUR/Aristophane Nagargoune

Funcionários do ACNUR registram os refugiados da República Centro-Africana. Foto: ACNUR/Aristophane Nagargoune

Após abandonar sua casa na República Centro-Africana e caminhar por 24 horas, um casal com cinco filhos chegou ao Chade há algumas semanas. A família contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) que foi recebida por uma outra família chadiana e beneficiada por alimentos fornecidos pela agência.

Essa é mais uma história dentre milhares de pessoas que já cruzaram a fronteira com o Chade, escapando da violência na República Centro-Africana. Segundo o ACNUR, o deslocamento forçado atingiu o nível mais alto desde 2013, quando a crise começou no país.

Segundo o porta-voz da agência da ONU, Adrian Edwards, mais de 688 mil pessoas estão deslocadas dentro da República Centro-Africana.

Em Genebra, Edwards explicou que isso representa um aumento de 60% no número de deslocados em um ano. Além disso, mais de 542 mil centro-africanos atravessaram as fronteiras e buscaram refúgio em países vizinhos, 12% a mais do que há um ano.

Incêndios e mortes

Segundo o porta-voz, para um país com 4,6 milhões de habitantes, esses números representam um “nível de sofrimento espantoso”. Desde o fim de dezembro, mais de 17 mil pessoas fugiram do país, um número 10 vezes maior do que toda a quantidade de civis que deixaram o país em 2017.

O ACNUR está distribuindo alimentos e outros itens a esses civis, que contam que grupos armados atacaram seus vilarejos, incendiaram casas, saquearam e mataram pessoas.

Autoridades locais informaram à agência que 15 mil casas foram incendiadas e 487 pessoas foram mortas no noroeste do país.

(Com informações da ONU News)


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