Novo relatório da ONU estima em 45 milhões de pessoas o total da população indígena latino-americana

O Brasil tem o maior número de povos indígenas (305), seguido pela Colômbia (102). Muitos deles estão em perigo de desaparecimento físico ou cultural, como no Brasil, onde há 70 povos em risco.

Crianças indígenas equatorianas. Foto: ONU/Milton Grant

Existem cerca de 45 milhões de indígenas – que representam 8,3% do total da população – na América Latina. Os dados fazem parte do documento Povos Indígenas na América Latina: progressos da última década e desafios para garantir seus direitos, que foi apresentado nesta segunda-feira (22), na sede da ONU em Nova York, na Conferência Mundial sobre os Povos Indígenas.

O novo relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) mostra que durante a última década os povos indígenas tiveram melhorias no acesso à saúde e à educação, no reconhecimento de seus direitos à terra e à participação política, mas ainda resta muito a fazer.

O documento estima, de acordo com dados do censo de 2010, que a população indígena na América Latina é de cerca de 45 milhões de pessoas, das quais 17 milhões vivem no México e 7 milhões no Peru.

No total, existem 826 povos indígenas na América Latina. Isso representa um aumento em comparação as últimas estatísticas da CEPAL de 2006, quando foram identificados 642 povos. Este aumento deve-se a melhoria da informação estatística nos últimos anos, e a incidência dos próprios povos na luta por reconhecimento.

O Brasil tem o maior número de povos indígenas (305), seguido pela Colômbia (102), Peru (85), México (78) e Bolívia (39). Muitos deles estão em perigo de desaparecimento físico ou cultural, como foi observado no Brasil, onde há 70 cidades em situação de risco.

Além destes povos, estima-se que existam cerca de 200 outros povos indígenas em isolamento voluntário na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela.