Novo exame de sangue pode identificar probabilidade de câncer de pulmão, afirma OMS

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A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta quinta-feira (12) que um novo exame de sangue pode identificar indivíduos com mais propensão a ter câncer de pulmão. O teste tem potencial para se tornar mais uma ferramenta no mapeamento de fumantes e ex-fumantes que precisam passar por outros exames, como a tomografia computadorizada.

Raio-x do peito mostra alteração no tamanho dos dois pulmões, o que poderia indicar câncer. Foto: Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos

Raio-x do peito mostra alteração no tamanho dos dois pulmões, o que poderia indicar câncer. Foto: Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos

A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta quinta-feira (12) que um novo exame de sangue pode identificar indivíduos com mais propensão a ter câncer de pulmão. O teste tem potencial para se tornar mais uma ferramenta no mapeamento de fumantes e ex-fumantes que precisam passar por outros exames, como a tomografia computadorizada.

“Usando informação de quatro marcadores proteicos encontrados no sangue, junto com informação sobre tabagismo, conseguimos identificar 63% dos futuros pacientes com câncer de pulmão, entre fumantes e ex-fumantes, em comparação com 42% ao utilizar os atuais critérios de indicação para o exame de tomografia nos Estados Unidos”, explicou o cientista da IARC e um dos principais responsáveis pela pesquisa, Mattias Johansson.

Os tumores que atacam o pulmão são responsáveis por 20% de todas as mortes relacionadas a câncer no mundo. Reduzir o consumo de tabaco é a forma mais eficaz para prevenir esse tipo de câncer. Outros meios incluem o combate à poluição do ar e à exposição ao radônio, uma substância radioativa.

A IARC lembra que a tomografia computadorizada consegue detectar o câncer de pulmão em estágios iniciais, quando a enfermidade ainda é tratável, o que pode reduzir a mortalidade da patologia.

“Esse é o primeiro estudo a demonstrar sistematicamente que um painel de marcadores proteicos pode melhorar a identificação de casos futuros de câncer de pulmão”, celebrou o chefe da Seção de Genética da agência, Paul Brennan.

Segundo o especialista, isso permitirá aprimorar os critérios de indicação de pacientes para o acompanhamento por meio das tomografias. A pesquisa da IARC foi conduzida em colaboração com a Universidade do Texas.


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