Novo enviado da ONU para Síria promete trabalhar de forma diligente pela paz

Com o marco de oito anos desde o início do brutal conflito na Síria se aproximando, o novo enviado especial das Nações Unidas para o país fez seu primeiro briefing ao Conselho de Segurança sobre o complexo mapa político para encerrar a guerra, prometendo trabalhar de forma imparcial e ativa.

O enviado especial Geir O. Pedersen destacou a importância de construção de confiança entre o governo e a oposição, dizendo que sírios de todos os lados “precisam se envolver no esforço para construir confiança e buscar a paz”.

Pedersen assumiu o cargo no final de dezembro, substituindo o diplomata italiano-sueco Staffan de Mistura.

O enviado especial Geir O. Pedersen destacou a importância de construção de confiança entre o governo e a oposição na Síria. Foto: ONU/Loey Felipe

O enviado especial Geir O. Pedersen destacou a importância de construção de confiança entre o governo e a oposição na Síria. Foto: ONU/Loey Felipe

Com o marco de oito anos desde o início do brutal conflito na Síria se aproximando, o novo enviado especial das Nações Unidas para o país fez seu primeiro briefing ao Conselho de Segurança sobre o complexo mapa político para encerrar a guerra, prometendo trabalhar de forma imparcial e ativa.

O enviado especial Geir O. Pedersen destacou a importância de construção de confiança entre o governo e a oposição, dizendo que sírios de todos os lados “precisam se envolver no esforço para construir confiança e buscar a paz”.

“Não haverá paz sustentável na Síria a não ser que todos os sírios sejam incluídos na formatação do futuro do país”, disse, ecoando as palavras do Painel Feminino de Aconselhamento ao enviado da ONU, criado em 2016.

Relembrando as conversas de paz em Sochi, na Rússia, que criaram o Comitê Constitucional e a agenda das negociações políticas sírias lideradas pela ONU, Pedersen afirmou: “não estamos começando do zero”, mas “isso vai exigir a prontidão de todos para lidar seriamente com as realidades do conflito e trabalhar juntos para avançar passo a passo em uma direção positiva”.

O enviado especial também afirmou ter sentido “uma ampla aceitação” de que um Comitê Constitucional inclusivo e confável, assim que estabelecido, pode abrir as portas para “diálogos mais profundos e negociações genuínas”.

Ele destacou a resolução 2254, que cria um processo liderado pela Síria e facilitado pelas Nações Unidas para estabelecer governança credível, inclusiva e não sectária.

“Isso envolve questões de governança, um processo constitucional e eleições supervisionadas pela ONU”, que, disse, deve ser como “os sírios, e mais ninguém, devem determinar seu futuro”.

Conversar e cooperar com o governo e com a Comissão Síria de Negociações, o grupo que abrange a oposição síria, é a “primeira e mais importante prioridade” do novo enviado especial. Pedersen assumiu o cargo no final de dezembro, substituindo o diplomata italiano-sueco Staffan de Mistura.

Pedersen disse a membros do Conselho que já realizou conversas construtivas com uma série de diferentes partes envolvidas no processo, incluindo o governo da Síria, com visitas também a Moscou, Cairo, Ancara, Teerã, Paris, Berlim e Bruxelas. Ele também participou de encontros com autoridade seniores de países-chave em Genebra, no Fórum Econômico Mundial em Davos e em Munique.

Embora acontecimentos em “campos de batalha” estejam diminuindo, Pedersen destacou que “conflito está longe do fim” e que desafios para paz estão aumentando em escala e complexidade.

“A Síria permanece volátil para aqueles que querem permanecer e aqueles que desejam retornar”, disse.

Com cerca de metade de população pré-guerra deslocada, grande parte do trabalho envolve o destino de detidos, sequestrados e desaparecidos, de acordo com o enviado. Segundo ele, a libertação de 42 pessoas detidas ou sequestradas tem “imensa importância humanitária” e é uma parte essencial para construção de confiança.

Ele também destacou os desafios socioeconômicos, especialmente para mulheres, que em muitos casos se tornaram as principais provedoras e enfrentam crescentes formas de violência.


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