Novo currículo de formação em obstetrícia na Somália obtém reconhecimento internacional

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Um novo currículo para as escolas de formação em obstetrícia na Somália foi reconhecido internacionalmente pela Confederação Internacional de Parteiras (ICM, na sigla em inglês) em dezembro de 2016, informou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O reconhecimento internacional de parteiras qualificadas contribuirá para a redução da alta mortalidade materna e de crianças recém-nascidas em todas as regiões da Somália, disse o vice-presidente da principal escola de obstetrícia de Mogadíscio, Hawa Abdullahi Elmi.

Uma mãe cuida de seu bebê desnutrido e desidratado no Hospital de Banadir, na capital somali, Mogadíscio. Foto: ONU/Stuart Price

Uma mãe cuida de seu bebê desnutrido e desidratado no Hospital de Banadir, na capital somali, Mogadíscio. Foto: ONU/Stuart Price

Um novo currículo para as escolas de formação em obstetrícia na Somália foi reconhecido internacionalmente pela Confederação Internacional de Parteiras (ICM, na sigla em inglês) em dezembro de 2016, informou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Com a aprovação da nova grade curricular, a formação em obstetrícia apoiada pelo UNFPA no país é agora reconhecida com sendo de padrão internacional, e os graduados serão reconhecidos mundialmente.

De acordo com a assessora em obstetrícia do UNFPA na Somália, Emily Denness, a agência da ONU trabalhou com as partes interessadas para desenvolver a nova versão da formação em obstetrícia, criando um novo currículo projetado especificamente para atender os padrões globais de educação e competências essenciais.

Denness afirmou que os insumos-chave para o desenvolvimento do novo currículo vieram dos ministérios somalianos de saúde e de planeamento, de associações somalianas de obstetrícia, bem como de universidades, ONGs de educação em saúde e outros especialistas técnicos.

“O UNFPA na Somália liderou a harmonização do currículo de acordo com as normas internacionais, enquanto o grupo de partes interessadas liderou a estrutura e o conteúdo do currículo, garantindo a relevância para o contexto somali”, frisou a assessora.

O currículo foi aprovado por todos os ministérios de saúde e planejamento da Somália como o padrão mínimo para a formação em obstetrícia, e reconhecido como curso de nível de diploma.

O diretor-executivo da Associação de Cuidados e Obstetrícia Somaliana (SLNMA), Fouzia Ismail, expressou seu contentamento sobre o reconhecimento internacional.

“O currículo de parteira, se usado por todos, nos ajudará a padronizar a educação. Na Somália, funcionará como um currículo nacional, aprovado pelo Ministério da Saúde e por todas a instituições de formação de parteira, a fim de garantir os requisitos mínimos de educação e prática”, disse ele.

O vice-presidente da principal escola de obstetrícia de Mogadíscio, Hawa Abdullahi Elmi, afirmou que o reconhecimento internacional de parteiras qualificadas contribuirá para a redução da alta mortalidade materna e de crianças recém-nascidas em todas as regiões da Somália.

O UNFPA tem apoiado a formação de parteiras na Somália desde 2011. A assistência por parte dessas profissionais adequadamente qualificadas tem sido comprovada como a forma mais eficaz de abordar globalmente a saúde materna e dos recém-nascidos.

Há uma grave escassez de parteiras na Somália, e a falta de investimento na formação e nos sistemas de saúde após décadas de guerra civil no país refletiu na saúde das mães. Uma em 22 mulheres morre de causas relacionadas à gravidez, o que equivale a 12 mortes por dia devido a problemas relativos à maternidade.


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