Novo apelo humanitário para o Iraque é vital para saúde dos deslocados, declara ONU

Plano de resposta humanitária de 2015 para o país lançado pelas Nações Unidas busca levantar 500 milhões de dólares para o povo do Iraque e a crítica situação de saúde dos deslocados.

Menina de sete anos guarda caixas do Programa Mundial de Alimentos da família dela, em Sulaymaniyah, Iraque. Foto: OCHA / Iason Athanasiadis

Menina de sete anos guarda caixas do Programa Mundial de Alimentos da família dela, em Sulaymaniyah, Iraque. Foto: OCHA / Iason Athanasiadis

Se o próximo plano de resposta humanitária de 2015 para o Iraque lançado pelas Nações Unidas e parceiros não levantar os requeridos 500 milhões de dólares, o povo do país, especialmente as pessoas deslocadas internamente pelo conflito, terá de enfrentar ainda maiores dificuldades, alertou nesta terça-feira (2) a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Há três objetivos estratégicos para a assistência à saúde: garantir que ambos os serviços de saúde preventivos e curativos estejam disponíveis para todas as pessoas internamente deslocadas; a manutenção da cadeia de medicamentos essenciais e salva-vidas para todos os estabelecimentos de saúde de abastecimento; e garantir medidas eficazes de prevenção”, explicou Jaffar Hussain, chefe de operações da OMS no Iraque, durante uma coletiva de imprensa em Genebra. O Plano será lançado no dia 04 de junho, em Bruxelas.

Inicialmente confinado ao norte do país, o deslocamento agora piorou. Entre 2,1 e 2,3 milhões de deslocados internos se deslocam rapidamente nas últimas duas semanas nas partes central e sul do Iraque, devido aos ataques em Ramadi, capital da província de Anbar, por insurgentes do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (ISIL). Segundo a OMS, de 85 a 90% dessas populações vivem fora dos campos de deslocados em habitações muito desfavoráveis.

Essa situação aumenta a vulnerabilidade dos deslocados internos a doenças, principalmente sarampo, hepatite e outras doenças transmitidas pela água. Hussain lembrou que a OMS atualmente trata a vários pacientes com doenças crônicas sem contar com a infraestrutura e pessoal qualificado.