Nove anos após terremoto, Haiti melhora preparação para desastres naturais

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto no Haiti destruía metade da capital Porto Príncipe, deixando cerca de 220 mil mortos e 1 milhão de desabrigados. Funcionários da missão da ONU no país caribenho, a antiga MINUSTAH, também tiveram suas vidas atingidas pelo desastre — 102 profissionais da Organização morreram. Uma dos sobreviventes foi Sophie Boutaud de la Combe, que estava grávida de sete meses quando a terra tremeu.

Vista aérea de Porto Príncipe, capital do Haiti. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Vista aérea de Porto Príncipe, capital do Haiti. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto no Haiti destruía metade da capital Porto Príncipe, deixando cerca de 220 mil mortos e 1 milhão de desabrigados. Funcionários da missão da ONU no país caribenho, a antiga MINUSTAH, também tiveram suas vidas atingidas pelo desastre — 102 profissionais da Organização morreram. Uma dos sobreviventes foi Sophie Boutaud de la Combe, que estava grávida de sete meses quando a terra tremeu.

A sede da MINUSTAH, onde Boutaud de la Combe estava trabalhando, veio abaixo completamente, mas a funcionária conseguiu escapar por uma parede desabada. Por muitas horas, ela e seus colegas que escaparam vivos procuraram pelos escombros, em busca de qualquer pessoa que pudesse estar presa sob o prédio. Dois dias depois, ela deixou o Haiti, relutante — uma situação que ela descreve como “um trauma”, pois seu instinto era de ajudar a ONU e o povo haitiano.

Em 2013, ela voltou ao país, feliz por poder fazer a sua parte na reconstrução da nação caribenha e por honrar seus colegas mortos com o seu trabalho. Entre os funcionários das Nações Unidas falecidos na tragédia, estavam o enviado especial do secretário-geral, Hédi Annabi, e seu vice, Luiz Carlos da Costa. À época, o então presidente do Sindicato de Funcionários da ONU, Stephen Kisambira, declarou que se tratava da “maior perda de vida na história das operações de paz da ONU”.

Nove anos após o terremoto, a situação no Haiti está muito diferente. O governo está muito mais preparado para desastres naturais similares, avalia Boutaud de la Combe, que é a chefe de Comunicação da Missão da ONU para a Justiça no Haiti (MINUJUSTH).

“Poucos meses atrás, houve um terremoto no norte do país. O país estava preparado e eles enviaram suas equipes para apoiar os afetados, sem o envolvimento da MINUJUSTH”, conta a profissional da ONU.

“Não foi um grande terremoto, mas agora a população sabe como reagir. E o mais importante, nós ouvimos regularmente como é importante construir (edifícios) de uma forma melhor, de forma sólida, para que, caso um terremoto atinja (o país), não coloque as pessoas em perigo”, completa a sobrevivente.


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