Nova revolução industrial precisa ser feita para evitar “catástrofe planetária”, aponta pesquisa da ONU

É preciso investir US$ 1,9 trilhão por ano nas próximas quatro décadas e realizar uma revolução energética global, conclui pesquisa publicada nesta terça (05) pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU.

Nova revolução industrial precisa ser feita para evitar “catástrofe planetária”, indica pesquisa da ONU

A atual forma de fazer negócios não é mais uma opção. Para evitar uma “catástrofe planetária”, é preciso investir US$ 1,9 trilhão por ano nas próximas quatro décadas e realizar uma revolução energética global. Essa é a conclusão da pesquisa publicada hoje (05/07) pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA).

“A rápida expansão no uso de energia, principalmente pelo uso de combustíveis fósseis, explica por que a humanidade está à beira de romper as fronteiras da sustentabilidade planetária, indo em direção ao aquecimento global, à perda da biodiversidade (…) e outras alterações no ecossistema”, afirma o relatório intitulado Pesquisa Econômica e Social Global: A Grande Transformação Verde (“The World Economic and Social Survey 2011: The Great Green Technological Transformation”).

Do total de investimentos recomendados, mais de US$ 1 trilhão precisa ser direcionado aos países em desenvolvimento, onde as demandas por energia e alimentos são crescentes.

De acordo com o relatório, também é preciso ter cuidado especial com as políticas de desenvolvimento econômico. “A tentativa de superar a pobreza no mundo, gerando aumento de renda com base em ‘tecnologias marrons’, pode extrapolar os limites da sustentabilidade ambiental.”

Energias limpas, agricultura sustentável e infraestrutura de resistência às alterações do clima são algumas das soluções detalhadas no documento. “O conjunto de novas tecnologias precisa ser capaz de dar aos mais pobres padrões de vida decentes, enquanto reduz as emissões e o desperdício, dando um fim ao esgotamento desenfreado dos recursos não renováveis do planeta.”

Acesse o documento nas seis línguas oficiais da ONU clicando aqui.