NOTA PÚBLICA: Eleição da Primeira Presidenta Brasileira

“A chegada das mulheres brasileiras ao poder tem sido extremamente lenta e obstaculizada pela tradicional e prevalente concentração de poder masculino.” Declaração de Rebecca Reichmann Tavares, Representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul.

Rebecca Reichmann Tavares
Representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul
(parte da ONU Mulheres)

A eleição da Senhora Dilma Rousseff como primeira Presidenta do Brasil é um marco histórico para a política e a sociedade brasileira. É a consagração da luta de gerações e gerações de mulheres brasileiras que, desde o início do século XX, lutaram para conquistar o direito ao voto e, finalmente, a condição de serem eleitas pelo voto popular à mais alta esfera do Poder Executivo.

A chegada das mulheres brasileiras ao poder tem sido extremamente lenta e obstaculizada pela tradicional e prevalente concentração de poder masculino. Somente em 1950 foi eleita a primeira deputada federal brasileira; em 1990, a primeira senadora; e em 1994, a primeira governadora.

Na cronologia das mulheres nos espaços de poder e tomada de decisão, 2010 inscreve sua marca com a simbólica ruptura de uma tradição secular de exclusão política. À luz do empoderamento político das mulheres – assumido há quinze anos como compromisso mundial na IV Conferência sobre a Mulher –, o Brasil dá um passo fundamental na direção de um novo paradigma de gênero e poder, já experimentado em outras nações latino-americanas.

Desejamos pleno êxito à primeira Presidenta do Brasil em seu mandato, para o qual o UNIFEM-ONU Mulheres espera contribuir, no âmbito de sua missão de promover os direitos humanos das mulheres e a conquista da igualdade de gênero.

UNIFEM Brasil e Cone Sul (parte da ONU Mulheres)
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