Nota pública da ONU Mulheres sobre declaração acerca de feminismos atribuída a Juliana Paes

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Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (10), a ONU Mulheres Brasil lamenta a declaração sobre feminismos atribuída à atriz Juliana Paes, que é defensora da agência da ONU para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

A representação nacional do organismo das Nações Unidas considera que o conhecimento sobre feminismos é uma construção constante. No pronunciamento, a agência lembra que Juliana Paes posicionou-se publicamente, explicando a descontextualização de sua declaração, reconhecendo a pluralidade dos feminismos e se dispondo a aprofundar seu conhecimento sobre o tema e se somar ao debate com diálogo.

Imagem: ONU Mulheres

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Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (10), a ONU Mulheres Brasil lamenta a declaração sobre feminismos atribuída à atriz Juliana Paes, que é defensora da agência da ONU para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

A representação nacional do organismo das Nações Unidas considera que o conhecimento sobre feminismos é uma construção constante. No pronunciamento, a agência lembra que Juliana Paes posicionou-se publicamente, explicando a descontextualização de sua declaração, reconhecendo a pluralidade dos feminismos e se dispondo a aprofundar seu conhecimento sobre o tema e se somar ao debate com diálogo. Acesse a declaração da atriz clicando aqui.

Leia a nota da ONU Mulheres na íntegra abaixo:

A ONU Mulheres Brasil lamenta a declaração sobre feminismos atribuída à Juliana Paes, defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres Brasil, veiculada em entrevista na última semana.

A ONU Mulheres entende que o conhecimento sobre feminismos é uma construção constante. Juliana Paes posicionou-se publicamente, explicando a descontextualização de sua declaração, reconhecendo a pluralidade dos feminismos e se dispondo a aprofundar seu conhecimento sobre o tema e se somar ao debate com diálogo.

Desde novembro de 2015, Juliana Paes presta apoio voluntário e regular à ONU Mulheres em campanhas públicas para o fim da violência contra as mulheres, em defesa da Lei Maria da Penha e do direito das mulheres e meninas participarem em condição de liberdade e sem violência de todos os espaços, além da defesa pública da garantia da inclusão da temática da igualdade de gênero na educação.

Em entrevistas, campanhas e diálogos anteriores à sua nomeação como defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres Brasil, Juliana Paes afirmou valores importantes para o empoderamento das mulheres. Dentre eles, o engajamento em causas sociais, especialmente a conscientização de mulheres sobre o câncer de mama, incentivo ao aleitamento materno e mobilização em defesa do meio ambiente.

A ONU Mulheres está certa de que os movimentos feministas e de mulheres são fundamentais para o debate político qualificado e construtivo acerca das realidades das mulheres, condições de vida e transformação das desigualdades de gênero, raça e etnia a partir da inclusão ativa das mulheres nas negociações políticas. Reitera, ainda, que avanços políticos, econômicos, culturais e de direitos humanos somente foram possíveis no Brasil e no mundo por conta da atuação incansável e propositiva dos movimentos feministas e de mulheres na sua pluralidade.

Diante da polêmica causada, a ONU Mulheres faz um alerta sobre a responsabilidade da imprensa de se atentar a abordar pautas contundentes e plurais sobre os direitos das mulheres, como proposto pelo Pacto de Mídia “Dê um passo rumo pela igualdade de gênero”.


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