Nobel da Paz ressalta urgência de acabar com ‘pesadelo nuclear’, diz secretário-geral da ONU

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Nobel da Paz deste ano foi uma lembrança das ameaças sombrias colocadas por armas nucleares à humanidade. É o que afirmam representantes das Nações Unidas ao parabenizarem a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, sigla em inglês), nomeada neste ano na mais importante premiação sobre a paz internacional.

Cerimônia de assinatura do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares na sede da ONU em Nova Iorque, em 20 de setembro de 2017. Foto: ONU / Kim Haughton

Cerimônia de assinatura do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares na sede da ONU em Nova Iorque, em 20 de setembro de 2017. Foto: ONU / Kim Haughton

O Nobel da Paz deste ano foi uma lembrança das ameaças sombrias colocadas por armas nucleares à humanidade. É o que afirmaram representantes das Nações Unidas na última sexta (6) ao parabenizarem a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, sigla em inglês), nomeada neste ano na mais importante premiação sobre a paz internacional.

“Esse prêmio reconhece os esforços determinantes da sociedade civil para destacar as consequências humanitárias e ambientais desconsideráveis caso [armas nucleares] fossem usadas novamente”, declara o porta-voz do secretário-geral.

“No momento em que as angústias em torno da questão nuclear estão no mais alto nível desde a Guerra Fria, o secretário-geral pede que todos os países mostrem uma visão ampla e comprometimento com um mundo livre de armas nucleares”, acrescentou, observando a urgência de acabar com a ameaça de um “pesadelo nuclear”.

Os esforços coletivos da ICAN, bem como de muitas outras organizações da sociedade civil, contribuíram para a adoção do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, em julho deste ano – o primeiro instrumento obrigatório para o desarmamento nuclear em décadas. Apesar disso, todas as principais potências nucleares ainda não aderiram ao pacto.

O principal funcionário do desarmamento da ONU também parabenizou a ICAN e ressaltou que a conquista de um mundo sem armas nucleares continua a ser uma prioridade urgente para a ONU.

Expressando a esperança de que o Prêmio Nobel da Paz dê um novo impulso à agenda, a representante da ONU para assuntos de desarmamento, Izumi Nakamitsu, pediu “esforços sérios da comunidade internacional para buscar o desarmamento como meio de prevenir conflitos, reduzir as tensões internacionais e alcançar a paz e a segurança sustentáveis”.

Mais de 15 mil armas nucleares permanecem em estoques globais, muitas em altos níveis de alerta. Além disso, as tensões foram retomadas a partir do programa de desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do Norte nos últimos meses.

O desarmamento nuclear tem sido um objetivo para as Nações Unidas desde a primeira resolução da Assembleia Geral, em 1946, que estabeleceu o objetivo de livrar o mundo das armas nucleares e de todas as demais armas de destruição em massa.


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