No Sudão do Sul, polícia da ONU aumenta segurança para mulheres próximo a campos de proteção

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Com os relatos de roubos, assédio e estupro, tropas das Nações Unidas fortaleceram o policiamento ao redor de campos para proteção de civis no Sudão do Sul no início do mês. A Missão da ONU no Sudão do Sul – a UNMISS – oferece refúgio para cerca de 213 mil pessoas em todo o país.

A major brasileira Fernanda Santos, oficial da UNPOL, diz que as pessoas que vivem nos campos apreciam as operações de busca.

UNPOL reforça a proteção ao redor dos campos de proteção para civis. Foto: UNMISS

UNPOL reforça a proteção ao redor dos campos de proteção para civis. Foto: UNMISS

Com os relatos de roubos, assédio e estupro, tropas das Nações Unidas fortaleceram o policiamento ao redor de campos para proteção de civis no Sudão do Sul, no início de outubro (3).

A Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) oferece abrigo para cerca de 213 mil pessoas em todo o país. As operações de segurança realizadas pela Polícia das Nações Unidas (UNPOL) no Sudão do Sul em torno dos campos criados para proteger civis estão ajudando a criar mais segurança para as mulheres.

Uma mulher que não quis ser identificada disse que não era seguro deixar o campo de Juba, conhecido como PoC3. “Não estou à vontade. Quando algo acontece, eu corro.”

Com cerca de 38 mil residentes, o ‘PoC3’ possui o tamanho de uma cidade pequena e, como qualquer outra, existe o risco de atividades criminosas.

Na última semana, policiais da ONU questionaram homens em uma área chamada Mango, em uma colina densamente vegetativa, perto do campo. Eles são suspeitos de pertencerem a uma quadrilha criminosa.

O comandante da operação em solo e vice-comissário, Naftal Sakaria – um policial namibiano –, comenta a situação.

“As mulheres usam essa estrada para coletar lenha. Houve relatos de assédio, roubo e, no passado, até mesmo estupro. Por isso, é importante verificarmos a área para garantir que as pessoas não usem armas e para avisá-las de que estamos conscientes das atividades que estão ocorrendo e, se isso continuar, tomaremos medidas e as entregaremos à autoridade local.”

Major Fernanda Santos tem experiência de 26 anos na Polícia Militar do estado de São Paulo. Foto: UNMISS

Major Fernanda Santos tem experiência de 26 anos na Polícia Militar do estado de São Paulo. Foto: UNMISS

A major brasileira Fernanda Santos, oficial da UNPOL, diz que as pessoas que vivem nos campos apreciam as operações de busca.

“Elas estão felizes porque a polícia está fazendo seu trabalho. Os batalhões etíope e chinês também estão fazendo seu trabalho. Os civis estão muito felizes por estarmos aqui garantindo sua segurança.”

Santos é uma das cerca de 260 oficiais mulheres que atuam na força policial da UNMISS. Para ela, o combate à criminalidade é fundamental nos arredores do acampamento.

“A visibilidade é uma parte importante do trabalho da polícia”, acrescentou, “não só conscientizar a comunidade, mas também mostrar que estamos aqui 24 horas por dia, sete dias por semana. Então, isso traz uma maior sensação de segurança.”

As buscas são fundamentais para manter a natureza civil dos campos de proteção, criando confiança fora dos campos para que as pessoas deslocadas se sintam seguras o suficiente para voltar para casa e levarem vidas produtivas.


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