No Rio, encontro sobre operações e acordos de paz marca data especial da ONU

Para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, no final de maio, um encontro promovido pela Unidade do Sul Global para a Mediação da PUC-Rio e o Columbia Global Centers Rio de Janeiro, realizado no BRICS Policy Center, debateu as atuais operações e os acordos de paz.

Confira nessa matéria em vídeo do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

No último dia 29 de maio, a ONU marcou o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz. A data lembra os 70 anos da criação da primeira missão de paz e faz uma homenagem aos mais de 3,7 mil capacetes-azuis mortos em serviço.

No Rio de Janeiro, um encontro promovido na última segunda-feira (28) pela Unidade do Sul Global para a Mediação (GSUM/PUC-Rio) e o Columbia Global Centers Rio de Janeiro, realizado no BRICS Policy Center, debateu as atuais operações e os acordos de paz.

O workshop “Operações de Paz e Acordos de Paz: Experiências do Sul Global” tratou das complexidades dos processos de paz e da troca de conhecimento sobre o tema.

“Hoje, as nossas missões de paz estão em países mais complexos, onde não se trata de tentar manter a paz, mas de tentar impor a paz. Os militares brasileiros fizeram um trabalho excelente em várias missões, sobretudo no Haiti, e demonstraram sempre um alto nível de profissionalismo”, disse Maurizio Giuliano, diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

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Uma das palestrantes, Marsha Henry, que é professora associada da London School of Economics, abordou a participação das mulheres em missões de paz, lembrando que, apesar de crescente, a presença feminina nessas missões ainda é bastante pequena.

“Por mais que esteja crescendo, o número de mulheres nas forças de paz ainda é bem pequeno, seja de modo geral ou dentro das missões em especial. Entre os militares, a presença feminina ainda é bastante pequena, mas está crescendo. (…) Há muitas oportunidades positivas para o seu desenvolvimento de carreira, mas talvez também existam grandes expectativas sobre elas, o que pode ser bastante oneroso para elas como parte de um pequeno grupo minoritário”, contou Marsha.

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