No Quênia, Victoria Beckham e filho pedem fim da discriminação contra pessoas vivendo com HIV

Victoria, que é embaixadora da Boa Vontade do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), e o filho Brooklyn Beckham viajaram ao país africano para conscientizar população sobre prevenção, testagem e tratamento para HIV. Estigma em torno da epidemia de Aids ainda é obstáculo para que jovens utilizem serviços de saúde específicos. No Quênia, existem 1,5 milhão de pessoas vivendo com HIV.

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No Quênia, profissionais de saúde e trabalhadores comunitários na linha de frente do combate à Aids receberam no início de outubro os reforços de Victoria Beckham, embaixadora da Boa Vontade do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), e seu filho Brooklyn Beckham. Os dois visitaram o país para conscientizar a população sobre prevenção, testagem e tratamento para HIV.

“A erradicação da AIDS (enquanto ameaça de saúde pública) pode acontecer, mas só vai acontecer se nos unirmos e acabarmos com todas as formas de estigma e discriminação”, alertou a ex-modelo e cantora britânica, que conheceu crianças e jovens vivendo com HIV ou afetados de outras formas pelo vírus.

Victoria e o filho viajaram ao país para alertar comunidades sobre os riscos de novas infecções por HIV entre recém-nascidos e sobre a necessidade de manter as mães dessas crianças saudáveis. Prevenção entre adolescentes mulheres e jovens adultas também foi uma das prioridades das ações de conscientização.

O programa da ONU calcula que existam 1,5 milhão de pessoas vivendo com HIV no Quênia. Em 2015, estimativas indicaram que cerca de 71 mil novas infecções ocorreram entre adultos. Um terço desses casos foi registrado entre mulheres de 15 a 24 anos, que enfrentam riscos de saúde particularmente elevados segundo o UNAIDS. Também no ano passado, foram verificadas 6,6 mil novas infecções entre crianças quenianas.

Além de financiar suas estratégias nacionais de controle da epidemia, o governo do país se comprometeu recentemente a liberar 5 milhões de dólares para o Fundo Global contra a Aids, Tuberculosa e Malária, além de disponibilizar 500 mil dólares para a agência das Nações Unidas.

Brooklyn participou de uma campanha nacional de futebol — a Maisha kick out HIV stigma (em tradução livre, Maisha chuta para longe o estigma contra) — para motivar jovens a fazerem o exame que verifica a presença ou não do agente patogênico no organismo.

O UNAIDS considera essencial para o combate à epidemia o oferecimento de serviços de testagem, prevenção e terapia. Quando disponibilizados, porém, eles nem sempre são utilizados pela população devido ao preconceito ainda associado ao HIV. Vestindo uma camisa com os dizeres “Sou um campeão anti-estigma contra o HIV”, Brooklyn entrou em campo e exibiu seus talentos com a bola ao lado dos colegas de equipe quenianos.

“Nós percorremos um caminho tão longo juntos para superar a Aids. Nós sabemos dos fatos, nós temos as ferramentas, mas precisamos de compromisso e financiamento para irmos até o fim”, ressaltou Victoria. A viagem da ex-Spice Girl ao Quênia durou três dias e foi organizada pelo Ministério da Saúde do país, pelo UNAIDS e pela organização filantrópica Born Free Africa.