No Paraná, Fundo de População da ONU debate vivência do corpo e afetividade na adolescência

Em Guaíra e Medianeira, cidades do oeste do Paraná, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ITAIPU Binacional realizam na próxima semana uma capacitação com servidores públicos sobre a vivência do corpo e da afetividade na adolescência. Iniciativa faz parte de um projeto para prevenir e reduzir a gravidez não intencional nessa fase da vida. Formação acontece nos dias 10 e 12 de julho.

Foto: Fora do Eixo (CC)

Foto: Fora do Eixo (CC)

Em Guaíra e Medianeira, cidades do oeste do Paraná, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ITAIPU Binacional realizam na próxima semana uma capacitação com servidores públicos sobre a vivência do corpo e da afetividade na adolescência. Iniciativa faz parte de um projeto para prevenir e reduzir a gravidez não intencional nessa fase da vida. Formação acontece nos dias 10 e 12 de julho.

São esperados cerca de 200 profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social que trabalham diretamente com o atendimento de adolescentes. As vagas são limitadas aos municípios participantes do projeto e perto das cidades onde serão promovidas as oficinas.

Um dos objetivos das atividades é a reflexão conjunta acerca das diferentes concepções sobre o corpo e a afetividade. A proposta é discutir como essas noções são discutidas e vividas pelos adolescentes e pelas pessoas com quem convivem. O encontro também vai esclarecer dúvidas e fortalecer a rede de atendimento entre os profissionais que atuam em municípios próximos.

“Adolescentes são sujeitos de direito e precisam de informações precisas e confiáveis também sobre seus corpos, sobre saúde e sexualidade. Saber como abordar esse tema de maneira natural, sem pressões e constrangimentos, é um desafio constante para profissionais de diferentes áreas”, afirma a oficial de programa do UNFPA para o tema de Saúde Reprodutiva e Direitos, Anna Cunha.

“Com o ciclo de capacitações, buscamos ampliar os conhecimentos e dar suporte a profissionais de diferentes áreas, para que adolescentes tenham seus direitos respeitados.”

Os encontros deste mês fazem parte do segundo módulo de capacitações do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná — uma parceria do UNFPA com a Itaipu Binacional.

O primeiro módulo aconteceu em junho e teve como tema Adolescências e Direitos. Nos encontros, foram compartilhados conhecimentos e experiências em diferentes áreas de atuação. Também foram debatidos os principais marcos legais sobre adolescência. Mais de 160 profissionais estiveram presentes na oficina, realizada nos municípios de Pato Bragado e Medianeira.

Para o segundo módulo, são esperadas todas as pessoas que iniciaram o ciclo de capacitação e também profissionais que não puderam comparecer ao primeiro encontro.

Na oficina do dia 10, a expectativa é de participação de profissionais dos municípios de Guaíra, Terra Roxa, Mercedes, Nova Santa Rosa, Marechal Cândido Rondon, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste, São José das Palmeiras e Santa Helena. No dia 12, participam equipes dos municípios de Missal, Itaipulândia, Ramilândia, Medianeira, Matelândia, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Foz do Iguaçu.

Oficinas

Conforme previsto no primeiro módulo, a capacitação da próxima semana será repetida em outras três cidades e, assim, irá contemplar servidores de todos os 51 municípios que fazem parte do projeto. A participação na oficina é gratuita, mas as vagas são limitadas.

As capacitações fazem parte do eixo Saúde do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná. Iniciado em 2018, o programa também prevê ações nos campos de Educação, Gestão do Conhecimento e Comunicação. As atividades têm foco no desenvolvimento socioeconômico da região, criando e ampliando oportunidades para que adolescentes contem com serviços acolhedores de saúde e com profissionais preparados. Outro objetivo é garantir as condições que esses jovens têm de expandir as suas habilidades para a vida e competências socioemocionais.


Comente

comentários