No Irã, Secretário-Geral da ONU encontra líderes de países do Movimento Não Alinhado

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, está em visita ao Irã até sábado (01) para participar da 16ª Cúpula de Chefes de Estado do Movimento de Países Não Alinhados (MNA), em Teerã. Ban aproveitou a visita para se reunir com alguns líderes do MNA, organização formada por 120 países, a grande maioria em desenvolvimento. O Brasil não é integrante e apenas participa como observador.

Nesta sexta-feira (31), Ban Ki-moon esteve com o Secretário-Geral da Liga Árabe, Nabil El-Raby. Ambos discutiram sobre os recentes acontecimentos na Síria, incluindo a intensificação da violência e a situação de emergência humanitária. As mesmas questões foram debatidas com o Ministro de Relações Exteriores sírio, Walid Al-Moualem, a quem o Secretário-Geral pediu a permissão para que parceiros humanitários possam ajudar a população da nação asiática.

Na quinta-feira (30), o chefe da ONU esteve com o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Aliakbar Salehi. Na reunião, Ban mostrou preocupação sobre o programa nuclear iraniano e ressaltou a importância da transparência das atividades, além da necessidade de o país do Oriente Médio respeitar as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O Irã afirma que seu programa nuclear é direcionado apenas para geração de energia, mas muitos países acreditam que seja para a construção de armas.

Também na quinta-feira, o Secretário-Geral encontrou com o Presidente do Egito, Mohamed Morsi, e reinterou a disponibilidade da ONU para apoiar a transição de governo egípcio, reafirmando a importância do país nas questões regionais de paz. Morsi foi o primeiro presidente da história egípcia eleito democraticamente após votação ocorrida em junho deste ano.

No encontro com o Presidente da Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte, Kim Yong Nam, também na quinta-feira, o Secretário-Geral mostrou preocupação sobre a situação alimentar norte-coreana após a longa seca na primavera e as recentes inundações. Ban também pediu melhoras na relação com a vizinha Coreia do Sul e, dessa forma, melhoras na relação com os Estados Unidos.