No Haiti, ONU investe US$10,8 mi para recuperar produção agrícola devastada por furacão

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Comunidades rurais do sudoeste do Haiti ainda se recuperam da devastação deixada pelo Furacão Matthew, que atingiu a nação caribenha em 4 de outubro de 2016. Para alavancar a produtividade dessas regiões, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou neste mês (2) a injeção de 10,8 milhões de dólares no país. Recursos vão ampliar a atual estratégia de tecnologia agroflorestal da agência das Nações Unidas.

Propriedade rural devastada pelo Furacão Matthew, na cidade haitiana de Leoganne. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Propriedade rural devastada pelo Furacão Matthew, na cidade haitiana de Leoganne. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Comunidades rurais do sudoeste do Haiti ainda se recuperam da devastação deixada pelo Furacão Matthew, que atingiu a nação caribenha em 4 de outubro de 2016. Para alavancar a produtividade dessas regiões, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou neste mês (2) a injeção de 10,8 milhões de dólares no país. Recursos vão ampliar a atual estratégia de tecnologia agroflorestal da agência das Nações Unidas.

Com o novo aporte, o organismo da ONU incluirá oito novos municípios no PITA, sigla em francês para Programa de Inovação Tecnológica Agrícola e Agroflorestal. O projeto difunde práticas sustentáveis de cultivo, beneficiando 65 mil famílias de agricultores familiares. Iniciativa tem um orçamento de 76,8 milhões de dólares.

Segundo o Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Furacão Matthew afetou severamente as condições de vida de 2,1 milhões de pessoas. A tempestade é parte de uma série de fenômenos naturais extremos que se somam aos desafios socioeconômicos do Haiti. Em fevereiro de 2018, 622 mil haitianos ainda precisavam de assistência para se alimentar adequadamente.

Atualmente, o país caribenho produz apenas 45% da comida necessária para suprir a demanda interna. Dados do Banco Mundial mostram que 59% dos haitianos vivem abaixo da linha pobreza. Nas zonas rurais, o número sobe para 75%.

“A população rural do Haiti sofre de um ciclo vicioso de baixa produtividade agrícola, elevada degradação ambiental e nutrição precária”, afirmou o chefe de programas do FIDA no Haiti, Lars Anwandter.

O PITAG propõe o consórcio de culturas, combinando plantações de frutas e vegetais e ampliando, assim, as colheitas e as oportunidades de geração de renda. O programa também promove a capacitação dos produtores em escolas, além de disponibilizar ferramentas, sementes e outros insumos para os beneficiários.


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