No Equador, ONU promove concerto com refugiados e migrantes venezuelanos

Para comemorar o Dia Internacional dos Migrantes, lembrado neste 18 de dezembro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) promoveram no último domingo (16) um concerto em Rumichaca, na fronteira norte do Equador, com a participação de jovens instrumentistas venezuelanos, colombianos e equatorianos.

Orquestra Jovem do Equador reúne pessoas de diferentes idades e nacionalidades. Foto: OIM
Orquestra Jovem do Equador reúne pessoas de diferentes idades e nacionalidades. Foto: OIM

Para comemorar o Dia Internacional dos Migrantes, lembrado neste 18 de dezembro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) promoveram no último domingo (16) um concerto em Rumichaca, na fronteira norte do Equador, com a participação de jovens instrumentistas venezuelanos, colombianos e equatorianos.

A iniciativa, chamada Concerto Sem Fronteiras, quis usar a música para mostrar que a integração entre diferentes comunidades é possível. As performances ficaram a cargo da Orquestra Jovem do Equador, que reúne meninos e meninas com idade a partir dos 12 anos. Os integrantes são de diferentes nacionalidades.

A apresentação teve por objetivo oferecer entretenimento e dar as boas-vindas aos refugiados e migrantes que chegam a Rumichaca, ponto de entrada de venezuelanos e colombianos no Equador.

“Essa ideia de fazer o concerto foi inspirada simplesmente no fato de que essas pessoas precisam de nossa ajuda e nós, como músicos, temos a responsabilidade de ajudar a quem a precisa”, afirmou o violinista equatoriano Juan Lincango.

Para o chefe de Missão da OIM no Equador, Manuel Hoff, a realização do concerto “demonstra que os processos de mobilidade humana são integradores e que cada pessoa migrante vem com conhecimentos e habilidades que contribuem para o desenvolvimento das sociedades”. O dirigente, de origem alemã, também tocou na orquestra.

A porta-voz do ACNUR no Equador, Patricia Rosero, avaliou como “muito significativo que a orquestra queira tocar aqui em Rumichaca, um lugar aonde chega gente fugindo de situações muito difíceis, de fome, de violência, de perseguição, e onde todos tentamos dar-lhes um pouco de acolhimento”.

De acordo com dados de autoridades nacionais e outros organismos, mais de 3 milhões de pessoas já deixaram a Venezuela, incluindo 2,4 milhões que foram para outros países da América Latina e Caribe.

Também presente no evento, a ministra Marcela Velasteguí, diretora de Informação e Análise de Mobilidade Humana do Equador, disse para os refugiados e migrantes que eles “não estão sozinhos”.

O apresentação da orquestra foi promovida pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador, em parceria com as agências da ONU e outras instituições. As organizações fizeram um chamado em favor de mais iniciativas do tipo, que estimulem uma integração humana e positiva.