No Dia Mundial Humanitário, ONU promove campanha para proteger civis em conflitos

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Para o Dia Mundial Humanitário, marcado neste domingo (19), ONU produz a primeira petição “viva” de todos os tempos para exigir que líderes mundiais tomem medidas para proteger todos os civis e trabalhadores humanitários presos em zonas de conflito; saiba como participar.

Nesta semana, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prestou homenagem àqueles que perderam as suas vidas há 15 anos, no que ele descreveu como “um dos dias mais sombrios da nossa história”.

Uma visão parcial do exterior da sede das Nações Unidas em Bagdá, destruída por um caminhão-bomba em 19 de agosto de 2003. Foto: ONU/Timothy Sopp

Uma visão parcial do exterior da sede das Nações Unidas em Bagdá, destruída por um caminhão-bomba em 19 de agosto de 2003. Foto: ONU/Timothy Sopp

A cada ano, em 19 de agosto, Dia Mundial Humanitário, a ONU reconhece o sofrimento de milhões de civis presos em zonas de conflito e presta homenagem aos trabalhadores que distribuem ajuda – muitas vezes com grande risco pessoal – a comunidades vulneráveis em alguns dos conflitos mais perigosos do planeta.

Nestes lugares, pessoas lutam para encontrar comida, água e abrigo seguro em meio aos combates; escolas são destruídas; crianças são recrutadas e forçadas a lutar; e mulheres são abusadas e usadas como ferramentas de guerra.

Ameaçados e impedidos de fornecer assistência àqueles em necessidade, trabalhadores humanitários e médicos também são alvos diretos dos ataques.

No Dia Mundial Humanitário do ano passado, mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo participaram de uma campanha chamada #NotATarget – em português, “Não É Alvo” – para reivindicar mudanças, contando histórias de civis em áreas de guerra e conflito.

Neste ano, a ONU e os parceiros humanitários lançaram a primeira “petição viva” de todos os tempos para exigir que os líderes mundiais tomem medidas para proteger todos os civis presos em conflitos cujas vidas estão em risco.

Para participar, basta entrar no site oficial da data – www.worldhumanitarianday.org – e “assinar” a petição com uma selfie.

Cada foto enviada fará parte de uma instalação na sede da ONU e permanecerá lá durante toda a Assembleia Geral, que começa em 18 de setembro. A escultura, movida pelas redes sociais, ficará de frente para os líderes mundiais com um lembrete poderoso: os civis não são alvo.

O Dia Mundial Humanitário coincide com a data do ataque terrorista contra a sede da ONU em Bagdá, que feriu 150 funcionários e matou 22 – entre eles, o diplomata brasileiro e então chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Sergio Vieira de Mello.

Nesta semana, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prestou homenagem àqueles que perderam as suas vidas há 15 anos, no que ele descreveu como “um dos dias mais sombrios da nossa história”.

O atentado, conhecido como o “11 de setembro” das Nações Unidas, foi um dos mais letais da história da organização e marcou um momento decisivo na forma como a ONU e seus organismos humanitários operam em campo. Essa foi a primeira vez que uma organização humanitária internacional e neutra foi deliberadamente atacada desta forma.

A ONU News falou com alguns dos sobreviventes. Entre aqueles que contaram sua história estavam Nada Al Nashif, um cidadão jordaniano de origem palestina, que estava sentado ao redor de uma mesa com colegas na sede da ONU quando os explosivos foram detonados, estourando seu tímpano no processo. Sua mesa foi varrida pela explosão.

O egípcio Khaled Mansour conta que testemunhou uma cena de carnificina. Ele se lembra de ver as marcas sangrentas dos feridos que tentavam escapar, e o corpo de um colega morto sendo levado embora sobre uma maca improvisada.

Acesse a campanha pelo site www.worldhumanitarianday.org ou em #NotATarget. Acesse informações adicionais sobre as homenagens deste ano clicando aqui.


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