No Dia Mundial da Malária, ONU pede aumento nos investimentos para erradicar a doença

Em menos de uma década, as mortes causadas por malária caíram de mais de um milhão para metade desse número, demostrando que é possível combater esta doença.

Funcionários da Organização Mundial de Saúde (OMS) usam inseticidas para matar o mosquito transmissor da malária. Foto: OMS

Funcionários da Organização Mundial de Saúde (OMS) usam inseticidas para matar o mosquito transmissor da malária. Foto: OMS

No Dia Mundial da Malária, 25 de abril, funcionários da ONU pediram à comunidade internacional que mantenha o compromisso de impedir a propagação da doença e intensifique as medidas preventivas, tais como o fornecimento de telas protetoras tratadas com inseticidas.

De acordo com o Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para o Financiamento das metas de Saúde dos Objetivos do Milênio (ODM) e para a Malária, Ray Chambers, até 2015, prazo estipulado para alcançar os ODM, 4,4 milhões de mortes de crianças por doenças que podem ser evitadas devem ser impedidas.

Em menos de uma década, as mortes causadas por malária já caíram de mais de um milhão para metade desse número. Esse resultado positivo foi atingido através da entrega de 400 milhões de telas com inseticidas de longa duração, a expansão da pulverização dentro de ambientes fechados e de centenas de milhares de cursos de tratamento e testes diagnósticos.

“Uma liderança forte dentro de países endêmicos combinada com o aumento de recursos financeiros decisivamente virou a maré contra a malária e demonstrou que é possível combater outras doenças”, disse Chambers.

Ele também ressaltou que a crise econômica global prejudicou a distribuição de telas com inseticidas em 2012, mas que só no primeiro trimestre desse ano já foram entregues 37 mil delas para a região da África Subsaariana, o maior número por trimestre desde 2011.

Apesar de parte do financiamento necessário para o combate à malária já ter sido liberado, até o final de 2015 serão precisos mais 3,8 bilhões de dólares para repor as telas e aumentar o acesso ao tratamento e aos testes de diagnósticos somente nessa região africana.