No Dia Internacional, Ban diz que princípios da democracia estão no centro da Agenda 2030

“As pessoas querem comida e abrigo; educação, saúde e mais oportunidades econômicas. Querem viver sem medo. Querem conseguir confiar em seus governos e nas instituições globais, nacionais e locais. Querem total respeito aos direitos humanos”, disse o secretário-geral da ONU na ocasião do Dia Internacional da Democracia. Ele acrescentou: “(as pessoas) estão corretamente demandando mais voz nas decisões que afetam suas vidas”.

Eleitores da área PK5 na capital da República Centro-Africana, Bangui, após votar em referendo no ano passado sobre nova Constituição para o país. Foto: ONU/Nektarios Markogiannis

Eleitores da área PK5 na capital da República Centro-Africana, Bangui, após votar em referendo no ano passado sobre nova Constituição para o país. Foto: ONU/Nektarios Markogiannis

Citando a ligação entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as necessidades fundamentais das populações, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, falou sobre o Dia Internacional da Democracia, enfatizando que para entregar soluções aos desafios atuais, é preciso uma resposta integrada e interconectada.

“Os princípios democráticos dominam a agenda, como um fio de ouro, do acesso universal a bens públicos, saúde e educação, a locais seguros para viver, trabalho decente e oportunidades para todos”, disse Ban em sua mensagem para o Dia Internacional da Democracia, lembrado anualmente em 15 de setembro.

“Os Objetivos (do Desenvolvimento Sustentável) demonstram uma dinâmica importante: governança democrática efetiva aumenta a qualidade de vida de todos; e o desenvolvimento humano tem mais chance de acontecer se as pessoas tiverem voz em sua própria governança e uma chance de compartilhar os frutos do progresso”, acrescentou.

Em particular, Ban defendeu a importância do objetivo número 16 para a construção de instituições efetivas, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
“As pessoas querem comida e abrigo; educação, saúde e mais oportunidades econômicas. Querem viver sem medo. Querem conseguir confiar em seus governos e nas instituições globais, nacionais e locais. Querem total respeito aos direitos humanos”, disse Ban, acrescentando: “estão corretamente demandando mais voz nas decisões que afetam suas vidas”.

Lembrando que a Agenda 2030 pretende não deixar ninguém para trás, Ban também lembrou a necessidade de defender a liberdade da sociedade civil dado seu importante papel em enfrentar os problemas dos mais fracos e marginalizados.