No Dia de Combate à Desertificação, ONU cobra ação para proteger cada hectare de terra fértil

‘Se não mudarmos a forma como usamos a nossa terra, vamos ter de converter uma área do tamanho da Noruega em solo arável a cada ano para atender às necessidades futuras’, disse Ban Ki-moon.

Deserto na Nigéria. Foto: Banco Mundial

Deserto na Nigéria. Foto: Banco Mundial

A terra é um recurso renovável, mas apenas se os investimentos são feitos em terra neutras de degradação, o que tem sido proposto como um elemento da agenda de desenvolvimento pós-2015, disse hoje o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na sua mensagem sobre o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca. A data neste ano destina-se a implementar a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) nos países afetados por séria seca e/ou desertificação, particularmente na África.

“Precisamos mudar o curso e começar a proteger todo hectare de terra que possa fornecer comida ou água fresca e reabilitar todas as terras degradadas que pudermos”, declarou Ban, que garantiu que dessa forma a comunidade internacional vai conseguir dar vários passos para controlar as mudanças climáticas”.

Endossando as palavras do secretário-geral, a secretária executiva da UNCCD, Monique Barbut, disse que “degradamos as terras através de fazendas não sustentáveis e vamos embora quando esta não é mais produtiva. Hoje, um terço do que era antes solos aráveis férteis está abandonado. Com uma população de 9,6 bilhões estimada para 2050, vamos precisar de três milhões de hectares de novas terras por ano, na média”.

Ban completou que “se não mudarmos a forma como usamos a nossa terra, vamos ter de converter uma área do tamanho da Noruega em solo arável a cada ano para atender às necessidades futuras de alimentos, de água doce, os biocombustíveis e o crescimento urbano”.