No Dia da África, chefe da ONU destaca realizações do continente e reflete sobre próximos desafios

Ban Ki-moon destacou a crise do ebola como a história mais importante do ano, acrescentando que os esforços devem ser intensificados para alcançar a marca de zero casos.

Mobilizadores sociais vão de porta em porta falar com os moradores de uma favela em Freetown, capital da Serra Leoa, na luta contra o ebola. Foto: UNICEF / Tanya Bindra

Mobilizadores sociais vão de porta em porta falar com os moradores de uma favela em Freetown, capital da Serra Leoa, na luta contra o ebola. Foto: UNICEF / Tanya Bindra

A cada ano, o Dia da África é uma oportunidade para celebrar as conquistas do continente e para refletir sobre seus desafios, disse nessa segunda-feira (25) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacando a coragem e a determinação que levaram a um progresso notável para acabar com o surto de ebola. Ele também cobrou que os líderes do continente se comprometam a acabar com a violência contra as mulheres.

“A história dominante do ano foi a crise do ebola que varreu a África Ocidental, vitimando pelo menos 11 pessoas e ameaçando conquistas sociais, econômicas e políticas duramente alcançadas”, disse Ban em suas observações sobre o Dia – comemorado em todo o mundo em 25 de maio – acrescentando que os esforços têm que ser intensificados para alcançar a marca de zero casos e permanecer sem novos contágios.

No geral, a economia do continente cresceu em cerca de 4% em 2014, criando um dos maiores períodos de expansão econômica positiva ininterrupta na história da África.

“Como resultado, um número crescente de africanos se juntou à classe média a cada ano. Com o investimento em educação, saúde e infraestrutura crescente, as perspectivas de grande parte da África são brilhantes”, acrescentou o secretário-geral.

O desafio agora é espalhar esses benefícios do progresso da África de forma mais ampla e profunda, particularmente para as mulheres e meninas que representam o futuro do continente. O empoderamento das mulheres vai ajudar a construir sociedades melhores, mais igualitárias e mais prósperas, disse Ban, elogiando o empenho da União Africana para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.