No DF, ONU e governo promovem semana de conscientização sobre tráfico humano

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Em parceria com o governo do Distrito Federal e a Secretaria Nacional de Justiça, o Escritório da ONU sobre Drogas e Crimes (UNODC) promove nesta semana, em Brasília, a quinta Semana de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Até o próximo sábado (4), instituições realizam atividades de conscientização em todo o DF para alertar a população sobre esse tipo de crime, formas de abordagem dos aliciadores e meios de denunciar atividades ilícitas.

Tráfico de pessoas é o terceiro crime mais lucrativo do mundo, depois do tráfico de drogas e de armas. Foto: ONU

Tráfico de pessoas é o terceiro crime mais lucrativo do mundo, depois do tráfico de drogas e de armas. Foto: ONU

Em parceria com o governo do Distrito Federal e a Secretaria Nacional de Justiça, o Escritório da ONU sobre Drogas e Crimes (UNODC) promove nesta semana, em Brasília, a quinta Semana de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Até o próximo sábado (4), instituições realizam atividades de conscientização em todo o DF para alertar a população sobre esse tipo de crime, formas de abordagem dos aliciadores e meios de denunciar atividades ilícitas.

“O tráfico de pessoas é enfrentado em rede, tanto pelo governo quanto pela sociedade civil. Dependendo de onde ocorre, há objetivos diferentes prevalecendo. Em algumas regiões, é o trabalho escravo. Em outras, a exploração sexual. Por isso é importante a participação de organizações da sociedade civil que podem ajudar a enfrentar o crime dentro do contexto local”, afirmou Fernanda Fuentes, analista de programa do UNODC, durante a cerimônia de abertura da semana, na rodoviária interestadual do DF.

A especialista lembrou que as maiores vítimas desse tipo de crime são as populações vulneráveis que geralmente têm menos informações e buscam uma vida melhor. Segundo Fuentes, mulheres e crianças são os alvos mais frequentes dessa prática — 71% das pessoas traficadas em todo o mundo são do sexo feminino, de acordo com o UNODC.

O Brasil e a Colômbia são os dois países latino-americanos que recebem apoio da agência da ONU para enfrentar o tráfico de pessoas por meio do GLO.ACT, um programa do UNODC em parceria com a União Europeia, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A estratégia é uma resposta da ONU ao tráfico de pessoas e de migrantes, com implementação em 15 países estrategicamente selecionados na África, Ásia, Leste Europeu e América Latina.

O Distrito Federal é um dos destinos preferidos de aliciadores do tráfico humano doméstico. A especialista em assistência social do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), da Secretaria de Justiça do DF, Annie Carvalho, explicou que Brasília ainda é vista como promessa de grande oferta de trabalho.

Como as autoridades estão mais atentas, acrescentou Carvalho, o número de denúncias vem aumentando. “Isso não quer dizer que aumentou o tipo de crime, mas está aparecendo mais”, disse.

A semana de enfrentamento foi promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (SEJUS), em parceria com o UNODC, a Secretaria Nacional de Justiça e o Comitê Distrital de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. No evento de inauguração das atividades, o governo local aderiu à campanha Coração Azul, um projeto do escritório das Nações Unidas para sensibilizar o público sobre o tráfico de pessoas.


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