No Conselho de Segurança, chefe humanitário da ONU pede ação para dar fim à crise síria

Desde que o conflito começou, há quatro anos, mais de 250 mil pessoas foram mortas na Síria e mais de um milhão de pessoas feridas, disse o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien.

Famílias evacuadas de Ghouta, na Síria, se reúnem no pátio do abrigo coletivo Dahit Qudsayya para socorros básicos. Foto: OCHA / Josephine Guerrero

Famílias evacuadas de Ghouta, na Síria, se reúnem no pátio do abrigo coletivo Dahit Qudsayya para socorros básicos. Foto: OCHA / Josephine Guerrero

O chefe humanitário das Nações Unidas pediu nesta quinta-feira (27) ao Conselho de Segurança da ONU para fazer tudo o que estiver em seu alcance para obter uma solução política que acabe com o conflito na Síria, descrevendo o imenso sofrimento e destruição que ele testemunhou durante uma visita recente.

“É difícil encontrar palavras que descrevam de forma justa a profundidade do sofrimento que os sírios enfrentam diariamente. Tendo acabado de voltar do país, eu mesmo vi um lampejo desta realidade sombria”, disse o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien.

Desde que o conflito começou, quatro anos atrás, mais de um quarto de milhão de pessoas foram mortas na Síria e mais de um milhão de pessoas feridas, disse O’Brien aos 15 membros do Conselho.

Ele lembrou que outras 7,6 milhões de pessoas foram deslocadas no interior do país; mais de um milhão de pessoas tiveram de deixar suas casas só este ano; e uma cifra superior a quatro milhões fugiram através das fronteiras em uma busca desesperada pela sobrevivência e um futuro, colocando os países de acolhimento e as comunidades sob uma pressão que está a ponto de romper.

Durante o primeiro semestre de 2015, as agências da ONU e organizações não governamentais prestaram assistência alimentar para 5,9 milhões de pessoas em média por mês; remédios e suprimentos para 9 milhões de pessoas; água e saneamento para mais de 5 milhões de pessoas; e suprimentos de primeiros socorros para mais de 4 milhões de pessoas. “Embora estes números sejam significativos, lamento dizer que muito mais poderia ser alcançado se fosse permitido o acesso sem restrições”, disse O’Brien.