No Chile, representante da ONU pede colaboração regional nos processos migratórios

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A representante especial do secretário-geral da ONU para Migração Internacional, Louise Arbour, pediu colaboração regional e afirmou que a migração tem um imenso impacto positivo nos âmbitos social, econômico e cultural nos países de origem e destino e é uma experiência de empoderamento para milhares de migrantes e suas famílias.

Ela participou nesta quarta-feira (30) da abertura da 1ª Consulta Regional no processo para adoção do ‘Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular’, que ocorre até amanhã (31) em Santiago, no Chile.

Crianças refugiadas em ato pela paz na Síria, no Cristo Redentor, Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Crianças refugiadas em ato pela paz na Síria, no Cristo Redentor, Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

A representante especial do secretário-geral da ONU para Migração Internacional, Louise Arbour, pediu colaboração regional e afirmou que a migração tem um imenso impacto positivo nos âmbitos social, econômico e cultural nos países de origem e destino e é uma experiência de empoderamento para milhares de migrantes e suas famílias.

Ela participou nesta quarta-feira (30) da abertura da 1ª Consulta Regional no processo para adoção do ‘Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular’, que ocorre até amanhã (31) em Santiago, no Chile. Este é o primeiro de cinco encontros regionais sobre o assunto. A adoção do Pacto foi decidida no ano passado, com a Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes.

Louise alertou, porém, que enquanto mais de 224 milhões de migrantes internacionais se movimentam de maneira regular, muitos são forçados a se mudar, viver e trabalhar nas sombras, ficando vulneráveis à marginalização e ao abuso. Ela lembrou que garantir migração segura, ordenada e regular exige uma abordagem das demandas de proteção dos mais vulneráveis. Para isso, a colaboração efetiva em nível regional é particularmente essencial, já que a política de migração de um país inevitavelmente influencia a de outros países.

Louise Arbour - UN Photo

Louise Arbour – UN Photo

“Testemunhamos diariamente o desespero de muitas mulheres, homens e crianças encarando obstáculos ameaçadores para alcançar segurança e dignidade. Apenas em 2017, mais de 3.400 pessoas morreram em rotas migratórias em todo o mundo, incluindo mais de 380 nas Américas. Incontáveis outras sofreram sequestro, extorsão, abuso e violência sexual e baseada no gênero”, alertou em seu discurso.

Louise lembrou que a migração é a história da humanidade desde tempos remotos. “É a história de alguns de nós e de muitas mulheres, homens e crianças que têm buscado novos horizontes, segurança e dignidade no exterior. Dados demográficos e outros fatores como mudanças climáticas indicam que isto continuará e até provavelmente se intensificará no futuro”, afirmou.

O evento, organizado pela Comissão Regional para América Latina e Caribe (ECLAC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), discutirá a migração internacional nas Américas do Sul, Central, México e Caribe e servirá como um fórum para fornecer subsídios regionais e sub-regionais no processo preparatório do Pacto Global.


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